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Pernambuco, 22 de fevereiro de 2020

Saúde

Mortes por infarto é tema de estudo no Vale do São Francisco

Em cada 100 pessoas internadas por infarto 7.7% vêm a óbito em 30 dias enquanto nos outros centros a média é de 2%

Postado em 25/10/2018 2018 19:01 , Saúde. Atualizado em 25/10/2018 19:16

Imagem Reprodução Net

Um estudo feito por médicos do Instituto do Coração do Vale do São Francisco – Cardiovasf, revelou que de cada 100 pessoas internadas por infarto agudo, 7,7%  delas vêm a óbito em 30 dias. Segundo pesquisadores, os números preocupam se comparados com índices de outros  centros de excelência em cardiologia espalhados pelo Brasil, com média de  2%.

Vários fatores atestam isso, desde a indisponibilidade do serviço de hemodinâmica 24h no SUS [realização de cateterismo de emergência], indisponibilidade de trombolíticos [medicação para desobstruir as artérias coronárias do coração], demora no transporte até centro especializado ou mesmo pela falta de treinamento de médicos nas emergências”, analisa o cardiologista, Samuel Ferro.

O especialista faz parte da equipe do instituto Cardiovasf que colabora com o estudo intitulado RIMA (Registro de Infarto do Miocárdio Agudo), o qual traz ainda outros dados surpreendentes. De acordo com o documento, disponibilizado para as autoridades locais afim de auxiliar na montagem de políticas públicas de excelência, 66% dos pacientes que sobreviveram ao ataque, passaram a sofrer de insuficiência cardíaca.

Também foi obervado uma drástica diminuição da qualidade de vida das pessoas acometidas pela doença. “A insuficiência cardíaca é um grande limitador dos aspectos profissional e pessoal do paciente, que muitas vezes terminam numa aposentadoria precoce e até mesmo num quadro de depressão”, comenta o médico. Somam-se a essas sequelas, o cansaço, a falta de ar, inchaço nas pernas, aumento do volume abdominal e a intolerância aos esforços físicos.

O tratamento

O conselho para as pessoas que sofrem de hipertensão, diabetes, vício em cigarro e colesterol alto é a prevenção. Acompanhamento médico, mudanças na alimentação e no estilo de vida são apontados pelo Cardiovasf como medidas efetivas.

Imagem / Carlos Laerte Clas Comunicação