facebook jornal do sertão twitter jornal do sertaolinkedin jornal do sertaowhatsapp jornal do sertao

Pernambuco, 07 de abril de 2020

Economia

Brasileiros sentem o peso das dívidas

Falta de planejamento gera uma população endividada Sem entender os gastos e ganhos do orçamento.

Postado em 05/03/2020 2020 12:18 , Economia, Últimas Notícias. Atualizado em 05/03/2020 12:18

 

Quem nunca comprou determinado item, só porque estava na promoção? Uma ação tão simples como essa pode acarretar em um problema no seu orçamento: aquisição de dívidas. E as dívidas, quando não são controladas, acabam virando verdadeiros desastres. Uma simples pergunta como “Eu realmente vou precisar disso?” pode ser o primeiro passo para o controle financeiro. “Se você sabe que não consegue frear seus próprios impulsos consumistas, evite ir a locais com amplas ofertas, ainda mais em épocas de promoção”, propõe o educador financeiro, Rafaël Oliveira. Não é nenhuma novidade observar que os dados apontam para endividamento da maior parte dos brasileiros. Arcar com todos os compromissos não têm sido uma missão fácil e, até novembro de 2019, 65,1% das famílias relataram possuir algum tipo de dívida, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacionaldo Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). “Este é um fator bastante alarmante, dado a grandeza populacional de nosso país.

A falta de educação financeira, juntamente com o grande apelo ao consumo, são os principais fatores para este alto endividamento. É preciso ter organização financeira e criar novos e bons hábitos para conseguir pôr as contas em dia e ainda ter dinheiro para investir”, explica Oliveira. Segundo a Peic, o cartão de crédito foi apontado em primeiro lugar como um dos principais tipos de dívida por 78,8% das famílias, seguido por carnês e financiamento de carro.

Além da falta de controle com o uso do cartão de crédito, muitas pessoas acabam aumentando ainda mais a dívida, devido aos juros cobrados pelas instituições financeiras, que são altíssimos. “O cartão de crédito pode ser um ótimo aliado à sua organização financeira ou o seu pior inimigo. Se você for uma daquelas pessoas que usa o cartão sem controle, pois ele te dá a falsa sensação de que você pode comprar sem ver o dinheiro da sua conta diminuir, se livre do cartão. Mas, se você é organizado financeiramente, ele permite que todos os seus compromissos diários sejam quitados em um único dia”, completa Rafaël.

Outro motivo para resultar nas dívidas acumuladas pelos consumidores é a utilização do cheque especial, que também conta com elevadas taxas de juros, variando de 1,52% a 15,92% ao mês, ou 19,79% a 488,84% ao ano, segundo o Banco Central (BC). Recentemente, o BC limitou os juros do cheque especial para um teto de 8% ao mês, porém com isso, os bancos poderão cobrar uma tarifa mesmo de quem não usa, mas pretende manter a linha de crédito aberta.

Essas mudanças passam a valer a partir de 1º de junho. “Se você possui linhas de crédito com juros mais baixos do que a da dívida contraída, vá em frente e não deixe de pegá-la para abater a de juros maiores. A diferença ao longo do tempo é exorbitante”, orienta Oliveira. Sair de uma dívida é necessário muito foco e, principalmente, participação de todas as pessoas da casa, afinal, o endividamento, geralmente acontece de forma conjunta.

Muitas pessoas não sabem ao certo quanto ganha e quanto gasta ao longo do mês e essa falta de controle pode atrapalhar, mesmo quando se tenta economizar. Segundo o educador financeiro, “Para ter um maior controle de sua vida financeira, é importante que você tenha anotado tudo que entra e sai do seu bolso du

Sem controle, população brasileira segue endividada

É preciso ter organização financeira e criar novos e bons hábitos ” rante o mês. Você pode anotar em planilhas eletrônicas, caderno ou aplicativos de controle financeiro. Esta pode ser uma tarefa um tanto quanto tediosa e chata, mas, definitivamente, crucial”. Ninguém se endivida porque quer e quem vende quer receber. Por isso, uma maneira de pagar as dívidas é através da negociação. Procurar o credor pode acarretar em excelentes propostas para ambos, com redução de taxas, por exemplo. “Uma coisa que aprendi ao longo destes anos como estudioso das finanças é que, se você não controlar o seu dinheiro, ele controlará você”, finaliza Rafaël Oliveira.

Redação JS –  Vanessa

Imagem – Reprodução net