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Pernambuco, 22 de maio de 2024

Cultura

O primeiro Museu do Rádio de Pernambuco está no Sertão

Espaço está localizado no endereço onde funcionou a rádio Pajeú AM entre os anos 50 e 70

Postado em 09/09/2020 2020 06:05 , Cultura, Últimas Notícias. Atualizado em 08/09/2020 14:33

Equipamentos utilizados pela rádio Super Pajeú em outras décadas – Foto: (Paulo Maciel)

O Sertão também é protagonista na história do rádio pernambucano. É na região, que funciona, desde 2013, o primeiro Museu do Rádio.  O espaço está localizado, no bairro São Francisco, coladinho com a Igreja da Paróquia, onde operou, entre os anos 50 e 70, os estúdios da Rádio Super Pajeú, antes AM 1500, hoje, FM 99,3. No local, os visitantes podem viajar pela história de um dos veículos de comunicação mais resistentes e populares, por meio de rádios das décadas de 30, 70, microfones, cartucheiras, que traçam uma linha do tempo, mostrando a evolução do veículo.

Outro grande capítulo da história da radiodifusão contada no espaço é o surgimento da primeira rádio do Sertão de Pernambuco, a rádio Pajeú AM 1500. Foi justamente o acervo histórico da rádio, encontrado por gestores, que despertou o interesse de criar o Museu, que tem como mantenedora a Fundação Cultural Senhor Bom Jesus dos Remédios. 

“Tudo começou com o livro No Coração do Povo – A história da Rádio Pajeú, a primeira do Sertão pernambucano, que sistematiza essa história. Essa obra,  cuja autoria é minha, do comunicador Nill Júnior e do jornalista Daniel Ferreira,  resume em quatro capítulos, os aspectos mais importantes da história do veículo no Sertão, ou seja, o seu pioneirismo ao ser considerada a primeira rádio da região, o trabalho que construiu um vínculo com a comunidade local, por meio da contribuição com a educação, o fortalecimento da identidade cultural, a prestação de serviço e denúncia de problemas sociais, ” explica o professor de História e pesquisador Augusto César Acioly.

Dividido em quatro capítulos, o livro passeia pela história do rádio, de um modo geral. Passa pelo pioneirismo da rádio Pajeú, a história dos comunicadores que se destacaram, realizando trabalhos significativos na região e conclui com a força do rádio na prestação do serviço e no jornalismo. Um bom exemplo neste sentido é o Programa A Nossa Palavra, apresentado por Dom Francisco na Pajeú, entre os anos 70 e 80, que ao longo de uma hora, debatia problemas sociais que atingiam à comunidade. 

“Quem visita o Museu, pode conhecer o espaço Maria da Paz, dedicado à memória da compositora de canções interpretadas por Chitãozinho e Xororó, que tinha a rádio Pajeú como uma referência para o seu trabalho. Há um monumento motor a óleo, utilizado para manter a rádio no ar, transmitindo a programação, pois na época em que a rádio surgiu, em 1959, não havia energia elétrica, ” explica o Gerente Administrativo da Fundação Cultural Senhor Bom Jesus dos Remédios, Nill Júnior.

O Museu do Rádio funciona de segunda a sábado, entre 14h e 18h, atendendo o público em geral, além de grupos de estudantes. Com a pandemia, os atendimentos estão suspensos.  O telefone para agendar visitas é 87 3838-2790.