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Pernambuco, 28 de setembro de 2021

Economia

Exportadores de frutas apostam em redução do frete aéreo em Petrolina

A concessão por 30 anos para a Companhia de Participações em Concessões (CCR) do aeroporto de Petrolina e do Terminal de Cargas (TECA) pode render bons frutos para o setor de agronegócio no Sertão do Vale do São Francisco e cidades vizinhas.  O comando repassado para um grupo privado pode atrair mais aeronaves cargueiras e, com isso, aumentar a disputa por cargas na cidade sertaneja, por meio do Terminal de Cargas (TECA). A concorrência poderá trazer o frete de cargas áreas  para um patamar competitivo para os exportadores do Vale do São Francisco.

Postado em 10/04/2021 2021 11:55 , Economia, Últimas Notícias. Atualizado em 10/04/2021 12:07

Foto Infraero

Além dos investimentos previstos de R$ 220 milhões anunciados pelo secretário Nacional de Aviação Civil, Ronei Glanzman, na última quarta-feira (07), o comando repassado para um grupo privado pode atrair mais aeronaves cargueiras e, com isso, aumentar a disputa por cargas na cidade sertaneja, por meio do Terminal de Cargas (TECA). 

O TECA, do Aeroporto de Petrolina, é considerado um dos maiores em termos de refrigeração para mercadorias, com seis câmaras frigoríficas e capacidade de armazenamento de até 17 mil caixas de produtos para cada uma das câmaras. Atualmente, encontra-se paralisado, sem movimentações e administrado pela Infraero. 

Para o gerente Executivo de Exportações, da Valexport, Tassio Lustoza, a informação da inclusão do TECA no pacote do leilão do bloco central, que inclui também outros aeroportos como os de Goiânia (GO), São Luís (MA), Teresina (PI), Palmas (TO) foi recebida com entusiasmo pelos exportadores de frutas e derivados.

Tassio Lustoza acredita que a concessão do TECA possa atrair mais empresas de cargas para Petrolina

“As empresas que venceram a licitação com certeza vão investir e transformar o TECA em um terminal muito melhor, mais estruturado, sem falar na oportunidade de termos mais empresas na questão da oferta para exportação”, disse Lustoza. “A empresa privada não vai deixar nada parado, como está agora acontecendo”, reforçou.

Investimento em boa hora

Para o economista e professor da Universidade Federal de Pernambuco, Ecio Costa, a realização do leilão de aeroportos neste momento de pandemia, de falta de caixa para o Governo Federal foi algo muito interessante. 

“Teve participação de vários players interessados. Como o câmbio está ajudando, as empresas internacionais compraram muito barato. Mas, quando se faz essa transferência de gestão para o setor privado, você começa a ter perspectivas melhores de investimentos, porque o Estado não tem como investir”, avaliou Costa. O economista cita o exemplo de um leilão recente no Rio Grande do Sul, quando o concessionário pagou  R$ 100 mil reais, mas no contraponto assumiu uma dívida de R$ 7 bilhões. “ A empresa vencedora paga pouco, mas se compromete a fazer investimento. Por esse lado, tem uma perspectiva positiva”.

Economista Ecio Costa sinaliza mais investimentos e melhorias para o aeroporto com a concessão

Lustoza, da Valexport, corrobora com a opinião do economista e acrescenta que para o TECA, a vinda de uma empresa privada para administrar tanto o terminal de passageiros como o de cargas vai fornecer mais estrutura e atrair novas aeronaves cargueiras. 

“Com isso pode aumentar a disputa de cargas em Petrolina, e podemos ter uma leve redução de preços . Ao invés de estar destinando a carga via outros aeroportos, poderá sair de Petrolina. O custo de frete aéreo final será menor, porque o custo terrestre será menor. Então, existe, sim a possibilidade de redução de custo quando teremos o serviço sendo oferecido de maneira ininterrupta. Naturalmente, as frutas vão começar a sair a partir de Petrolina. Vai dar uma dinâmica bem interessante para o aeroporto de Petrolina”, avaliou o gestor da Valexport.



Mercado otimista

Para o diretor Executivo da Câmara de Diretores Lojistas, de Petrolina (CDL-Petrolina), Valdivo Vieira de Carvalho, a localização estratégica de Petrolina, além da vocação econômica para o turismo de eventos e negócios, da agropecuária e o agronegócio, a concessão tanto do TECA como o do terminal de passageiros vai tornar a cidade ainda mais competitiva. 

“O mercado está eufórico, ativos valorizados, atraindo  novos negócios, fortalecimento do turismo e com isso potencializar todo o Vale do São Francisco e a certeza de que riqueza será gerada”, pontuou Valdivo Carvalho.