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Pernambuco, 30 de abril de 2021

Política

Petrolina cria comitê para acompanhar medidas protetivas contra violência doméstica

A secretária-executiva de Juventude, Direitos Humanos, Mulher e Acessibilidade de Petrolina, Bruna Ruana, explica  a criação de um comitê que atuará no monitoramento das vítimas de violência doméstica que possuem medidas protetivas de urgência. Ela afirma que a que a justificativa para a criação do comitê é  “de integrar as instituições visando garantir a efetividade do cumprimento das Medidas Protetivas em favor das mulheres vítimas de violência, com o intuito de não haver a reincidência”.

Postado em 14/04/2021 2021 11:55 , Política. Atualizado em 14/04/2021 12:39

Jornalista , Editor Antônio José em Política

 

Patrulha da Mulher / Jonas Santos- Ascom

O combate a violência às mulheres ganhou um importante aliado em Petrolina: a criação de um comitê que atuará no monitoramento das vítimas de violência doméstica que possuem medidas protetivas de urgência. O instrumento será coordenado pela Secretaria Executiva de Juventude, Direitos Humanos, Mulher e Acessibilidade e contará com acompanhamento da Guarda Civil Municipal.  “O objetivo do comitê é integrar as instituições visando garantir a efetividade do cumprimento das medidas protetivas em favor das mulheres vítimas de violência, com o intuito de não haver a reincidência”, explica Bruna Ruana.

Bruna Ruana / Arquivo Pessoal

Como vai atuar Funcionamento do Comitê contra Violência 

De acordo com Bruna Ruana, os encontros ocorrerão mensalmente para o estabelecimento de fluxos e acompanhamento das demandas, a partir da área de competência de cada instituição. “serão discutidos os casos de descumprimento das medidas, prisões em flagrante pelo descumprimento, entre outros. Além disso, serão ofertadas formações para qualificar o atendimento da Patrulha da Mulher (Guarda Civil) e da Ronda Maria da Penha (Polícia Militar). O Comitê atuará na proteção, prevenção, monitoramento e acompanhamento das mulheres vítimas de violência doméstica ou familiar que possuam medidas protetivas de urgência”, esclarece.

Os Números de violência em Petrolina 

No ano de 2020 foram registrados em Petrolina 2.023 casos de violência doméstica e familiar contra mulheres e 3 feminicídios, por isso, Bruna destaca a importância da denúncia. “Cabe reforçarmos a importância da denúncia junto a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher ou a Delegacia de Plantão (Ouro Preto) para que etas mulheres possam requerer às medidas protetivas de urgência e passar a receber a visita domiciliar da Patrulha, para que ela esteja cada vez mais segura, a partir da rede de proteção”, diz.

Patrulha da Mulher/ Ascom PMP

O Disque Denúncia da Delegacia da Mulher

Em Petrolina, a violência contra mulher pode ser denunciada através dos telefones da Delegacia da Mulher 3866-6625; Patrulha da Mulher 153, ou ainda pelo 0800-281-8187 e também pelo número 180. Para prestar assistência social, psicológica e jurídica, o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CEAM)  está funcionando para atendimentos presenciais e remotos das 8h às 13h, telefones: (87) 3867-3516 e (87) 99165-1803 (WhatsApp).

Como acionar o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM)

O Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM) oferece atendimentos social, psicológico e jurídico gratuitos para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. Além disso, desenvolve atividades de prevenção e enfrentamento à esse tipo de violência, a exemplo de palestras, fóruns, encaminhamentos, cursos de qualificação profissional, entre outros. O CEAM fica localizado na Avenida Gilberto Freire, S/N, Vila Mocó. Referência: Próximo ao SENAC, SESI e à Escola Eliete Araújo. Telefone: (87) 3867-3516. Horário de funcionamento: De segunda a sexta-feira, das 8h às 13h.