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Pernambuco, 19 de junho de 2021

Educação

Faltam líderes à humanidade, diz Yuval Harari Por Aloísio Sotero

O livro ensaio do historiador israelense Yuval Harari nos traz profundas reflexões sobre a gestão da pandemia no mund.Neste ensaio sobre a pandemia , Yuval Harari nos leva a uma reflexão sobre o mundo e a pandemia do Covid-19. Como ele bem destaca, enquanto os humanos batem boca, os vírus se propagam e se multiplicam por falta de confiança entre os seres humanos. Para o autor, tão devastador quanto o vírus é a crise de confiança no poder público, nos especialistas, mesmo com pontos de vista diferentes. Além disso, os países precisam confiar uns nos outros. Em sua visão, para vencer esse vírus os líderes mundiais precisam ser inspiradores e não detratores.

Postado em 04/05/2021 2021 14:10 , Educação. Atualizado em 04/05/2021 14:10

Colunista

Aloisio Sotero é professor de Finanças para Economia Digital, cofundador e professor da BAEX, Escola Internacional de Educação para Executivos e Conselheiro Editorial do Jornal do Sertão.

O ensaio de Yuval Harari, publicado em março de 2020 , já alertava sobre a velocidade da Covid-19 :Na Batalha Contra o Coronavírus , faltam Líderes à Humanidade”. Para ele, a crise da confiança no mundo aumentou a possibilidade de propagação do vírus. Em uma análise breve sobre a geopolítica global, em tempos de pandemia, e a dependência da China, conduz o mundo para um gap profundo de liderança, ampliando a desconfiança entre as nações.

Neste ensaio, Harari  nos leva a uma reflexão sobre o mundo e a pandemia do Covid-19. Como ele bem destaca, enquanto os humanos batem boca, os vírus se propagam e se multiplicam por falta de confiança entre os seres humanos. Para o autor, tão devastador quanto o vírus é a crise de confiança no poder público, nos especialistas, mesmo com pontos de vista diferentes. Além disso, os países precisam confiar uns nos outros. Em sua visão, para vencer esse vírus os líderes mundiais precisam ser inspiradores e não detratores .

Outro ponto que me chamou a atenção foi a questão da desglobalização e as suas barreiras tarifárias e sanitárias entre as nações. Uma pergunta de Harari que nos faz pensar: Será que “o verdadeiro antídoto para epidemias não é a segregação, mas seria a cooperação”?

 

Isolamento social prolongando e colapso econômico 

Contudo, e não menos importante, “embora uma quarentena temporária seja essencial para deter epidemias, o isolacionismo prolongado conduzirá ao colapso econômico sem oferecer nenhuma proteção real contra doenças infecciosas”, alerta o historiador.

Nos cem anos que se passaram desde 1918, época da Grande Peste, a humanidade se tornou ainda mais vulnerável a epidemias graças a uma combinação de crescimento populacional e maior eficácia dos transportes. Uma metrópole moderna como Tóquio ou a Cidade do México oferecem aos patógenos um terreno de caça muito mais abundante que a Florença medieval, por exemplo.

 

A velocidade de propagação 

Se apenas nos determos na questão da mobilidade urbana diríamos logicamente que a atual rede de transportes global é muito mais rápida do que era em 1918. Um vírus pode realizar a travessia de Paris a Tóquio em menos 24 horas. Sem dúvida,  a questão da velocidade de propagação do Covid-19 em função da urbanização das cidades é um fator a se levar em conta. A mobilidade por meio dos transportes aéreos somente em 2019  foi responsável por mais 1.4 bilhões de voos de ida e volta ao redor do mundo.

Essa velocidade de propagação associada a ausência de solidariedade entre países colocaram em ” check ” os sistemas de saúde ao redor do mundo onde já se registram mais de 185 países infectados. É de ser enaltecer os esforços heróicos da Itália e Espanha para rever essa tendência de contaminação ao ajustar os seus sistemas de atendimento. 

 

Um alerta sobre perigo da mutação 

Em trechos do livro, algumas passagens são merecedoras de registro: “A coisa mais importante que as pessoas precisam compreender sobre a natureza das epidemias talvez seja que sua propagação em qualquer país põe em risco toda a espécie humana. Isso porque os vírus evoluem. Um vírus como o corona tem sua origem em animais, como o morcego. Quando salta para os humanos, o vírus encontra-se inicialmente pouco adaptado aos novos hospedeiros.Replicando-se dentro de nós, pode sofrer mutações letais de difícil controle”, diz Harari

 

Desunião ampliará a pandemia 

O autor destaca ainda que a crise de confiança entre os países provocará uma lacuna de cooperação internacional sem precedentes. Em síntese segundo Harari  “a humanidade enfrenta uma crise aguda de confiança”. E conclui : se essa pandemia resultar em maior desunião e maior desconfiança entre os seres humanos , o vírus será o vencedor! 

Precisamos vencer esse astigmatismo da confiança social ! 

 

Quem é Aloísio Sotero: professor de Finanças para Economia Digital e cofundador da Baex, Escola Internacional de Educação para Executivos. Conselheiro Editorial do Jornal do Sertão.