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Pernambuco, 28 de setembro de 2021

Economia

Especialista enxerga como positivo manutenção das restrições no Plano de Convivência com a Covid no Sertão

Para o economista e professor da FACAPE , João Ricardo, que acompanha de perto os impactos econômicos das medidas restritivas de abrangência estadual no Sertão pernambucano, curva acentuada de novos casos e aumento de óbitos nas cidades da região, a exemplo de Petrolina, justificam postura do executivo estadual em estender atuais restrições.

Postado em 07/05/2021 2021 13:16 , Economia. Atualizado em 08/05/2021 07:34

Jornalista , Editor Antônio José em Economia

Foto Divulgação Cidade de Petrolina

O Comitê de Enfrentamento à Covid-19 em Pernambuco resolveu, na tarde da última quinta-feira, dia 6, estender as atuais restrições contidas no Plano de Convivência até o dia 23 de maio. A decisão, anunciada durante coletiva online do Governo do Estado, foi motivada pelos indicadores da doença, que permanecem em um platô de estabilidade, embora com patamares ainda elevado.

No Sertão do Estado, mais precisamente em Petrolina, segundo avaliação do cenário da pandemia realizado pelo economista João Ricardo, no início de abril, a cidade registrou recorde de novos casos em apenas uma semana, um total de 1.176. Depois os números começaram a reduzir, mas em uma velocidade muito pequena. 

Na semana passada, foram 994 novos casos. O mesmo ocorre com os óbitos, que deixam de ter apenas um digito e passam para a casa das dezenas. Depois do recorde na última semana de março, com 23, os números caem de forma muito lenta, foram 17 na semana passada. Além disso, as taxas de ocupação de leitos de UTI permanecem acima de 90%. “Desta forma, o ideal é realmente manter as medidas de restrição, pois pelo menos estão ajudando a fazer estabilizar a velocidade de crescimento da pandemia”, avalia o economista. 

Economista João Ricardo de Lima – Foto Embrapa

 

É necessária alternativa para quem é afetado pelas restrições

Mesmo julgando que medidas restritivas nessa época em que considera um Tsunami, de tão devastadora que a situação da pandemia avança na região, João Ricardo enfatiza que é necessária uma contrapartida. “Se faz necessário dar uma opção para quem está sofrendo com o fechamento das atividades, principalmente quem trabalha com entretenimento, como os artistas e músicos. Além disso, encontrar uma forma de transferir renda para quem perdeu o emprego e está passando necessidades, pois o consumo caiu e o comércio não consegue reagir”, explica o economista

 

Restrições permanecem iguais

Até o dia 23 de maio, permanecem válidas as medidas em vigor desde 26 de abril. Desta forma, as atividades de maneira geral podem funcionar, nos finais de semana, até às 18h, para quem iniciar às 10h. Os estabelecimentos que abrirem às 9h só podem funcionar até às 17h. Nos dias de semana, as atividades econômicas em geral continuarão com permissão para funcionar das 10h às 20h. Vale lembrar que cada município detém sua autonomia para editar medidas que julguem necessárias para conter o avanço da doença em suas cidades. Em São José do Egito, por exemplo, desde o dia 20 de dezembro é proibida a abertura de atividades essenciais e não-essenciais aos domingos. A medida, inclusive, foi estendida por tempo indeterminado também aos feriados, na última semana. 

 

 

Novos leitos no Sertão

A Secretaria de Saúde Estadual (SES-PE), informou que 20 novos leitos gerais de UTI pediátrica e neonatal serão operacionalizados em maio e junho, na Maternidade Santa Maria, em Araripina, e no Hospital Regional de Ouricuri.