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Pernambuco, 24 de setembro de 2021

Viagens e Turismo

É do Sertão segundo maior Parque Nacional e Arqueológico do Brasil

O Parque Nacional do Catimbau: um “oásis” da natureza do bioma Caatinga. É considerado o segundo maior parque arqueológico do Brasil, ficando atrás somente da Serra da Capivara, no Piauí.O Parque Nacional do Catimbau tem aproximadamente duas mil cavernas e 28 cavernas-cemitério dos primeiros habitantes da região, ainda no período do Holoceno, que moravam em cavernas. O portal de entrada é a cidade de Buíque, no sertão do Moxotó, mas se estende a outras áreas dos municípios de Tupanatinga, Sertânia e Ibimirim. Sua riqueza vai além das paisagens e traz para os visitantes um aprendizado ecológico e cultural .

Postado em 08/05/2021 2021 10:12 , Viagens e Turismo. Atualizado em 08/05/2021 10:12

Foto geral do Parque Nacional do Vale do Catimbau Divulgação

 

Em meio a um bioma diversificado da flora e fauna da Caatinga do Sertão pernambucano eis que existe um dos lugares mais ricos em beleza paisagística, mas sobretudo por guardar entre seus cânions e trilhas vestígios arqueológicos, sejam em escavações, registros e pinturas rupestres: o Parque Nacional do Catimbau, que abrange uma área de 623 Km² que vai além de Buíque, no sertão do Moxotó, para outras áreas em Tupanatinga, Ibimirim e Sertânia. É considerado o segundo maior parque arqueológico do Brasil, ficando atrás somente da Serra da Capivara, no Piauí.

 

Turismo pedagógico , ecológico e cultural 

Instituído por Decreto em 13 de dezembro de 2002, o Parque Nacional do Catimbau é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO) e vem sendo destino crescente do turismo pedagógico, ecológico e cultural em Pernambuco.  Suas formações geomorfológicas mostram verdadeiras obras de arte, esculpidas por processos erosivos, que originaram formas espetaculares, como chapadões, cânions e pequenas cavernas.

Além da beleza natural do bioma Caatinga, o Parque Nacional do Catimbau está situado na charmosa e pequena cidade de Buíque, a 300 Km da capital pernambucana, e que teria sido morada na infância do renomado escritor Graciliano Ramos, autor de “Vidas Secas”. Graciliano Ramos morou dos 2 aos 7 anos de idade e de lá partiu com os pais para a cidade de Palmeira dos Índios, em Alagoas.

 

As trilhas ecológicas, culturais e históricas

Na região do Vale do Catimbau, uma variedade de passeios podem ser feitos. São mais de 11 trilhas oferecidas pelos condutores turísticos locais, de baixo grau de dificuldade, entre as quais:Trilha da Casa da Farinha; Trilha do Cânion; Trilha da Igrejinha; Trilha do Chapadão;Trilha do Santuário;Trilha do Alcobaça; Trilha dos Homens Sem Cabeça; Trilha Loca das Cinzas;Trilha do Veado;Trilha das Torres; Trilha das Amburanas, sob a chancela do ICMBIO e da Associação dos Condutores Turismo do Catimbau (ACONTURC).

Luciano Bezerra, condutor turístico no Parque Nacional do Vale do Catimbau

Um Turismo com Guias Apaixonados pelo Parque 

Luciano Bezerra Cavalcanti, 34 anos, guia de turismo local, nascido em Buíque, desde criança, acompanhava visitantes que passavam nas terras de seu tio. “Como eu já tomava conta de uma trilha do terreno de meu tio, gostava de ir com os turistas e deixar ela (trilha) bem organizada. A partir daí, estudei e me capacitei como guia de turismo local, em 2003, e comecei a conhecer as trilhas do parque e a sua história. Me apaixonei pela natureza até hoje”, disse.

Pedra Furada, Parque Nacional do Catimbau | Fonte: Banco de Imagens

Parque Nacional do Catimbau tem aproximadamente duas mil cavernas 

Nos passeios oferecidos pelo Luciano e sua equipe o visitante se depara com belezas naturais da Caatinga, sítios arqueológicos que mostram a presença dos homens pré-históricos estimada em até 6 mil anos de idade na área do parque, com vestígios rupestres inscritos nas pedras. Pesquisadores apontam que o Parque Nacional do Catimbau tem aproximadamente duas mil cavernas e 28 cavernas-cemitério dos primeiros habitantes da região, ainda no período do Holoceno, que moravam em cavernas. 

 

Artesanato da Reserva  indígena Kapinawá

Há também opções de conhecer alguns dos mirantes, um deles com elevação de até 930 metros em relação ao nível do mar. “Em quase todos os passeios incluímos uma visita aos artesãos locais, com objetivo de conhecer um pouco da nossa cultura”, comentou o guia.

A presença da reserva indígena Kapinawá, próxima à área do Parque, oferece uma rica oportunidade de acesso à cultura indígena já incorporada na região, como o artesanato em palha, a apresentação do Toré, um ritual sagrado comum a todos os povos indígenas no Brasil. No ritual do Toré, os participantes entoam cânticos tradicionais e ancestrais para buscarem integração com as forças da natureza. 

Além dessas manifestações culturais, a região possui outras expressões, sob a forma de cestaria e trançados, produzidos a partir de fibras naturais (de sisal, coco e ouricuri), da palha de diversos tipos e cipós. Os produtos são os mais variados: dos caçuás (grandes cestas que, lado a lado no dorso dos animais, transportam produtos agrícolas), cestos de pães e de roupas, as esteiras, as bolsas, a itens pessoais como chapéus, sandálias, chinelas, entre outras peças decorativas.

Imagem Reprodução Net

O que não pode faltar nos passeios prlas trilhas do Catimbau 

Como utensílios obrigatórios para os passeios, em tempos de pandemia, as pessoas devem usar máscara em todos os trajetos, além de terem em mãos seu próprio álcool em gel. Precisam estar vestidos com calça e blusa com proteção UV. É sugestivo calçar bota ou tênis e levar um boné ou chapéu. “Como a região é muito seca é necessário também levar sua própria água, sucos de frutas, e protetor solar. Também sempre dou a dica de levar um antialérgico, como prevenção”, assinalou o guia Luciano Bezerra.

 

 

Pacotes e precificação com Guias no Parque Nacional 

Em quase todas as trilhas, recomenda-se estar com um guia local. Em geral, segundo a ACONTURC, a média por pessoa fica em torno de R$ 15,00 (cada dia). Para cada trilha específica existe uma taxa que varia de R$ 3 a R$ 5 (por pessoa), que é repassada para o dono da propriedade, pois a maioria é área particular e o processo de indenização por parte do Parque Nacional ainda está em curso.

Os guias locais associados à Associação dos Condutores Turismo do Catimbau também oferecem pacotes para viajantes solitários ou em grupos de até nove pessoas. Os preços variam de R$ 170 (uma pessoa) a R$ 360 (nove turistas). 

 

Onde ficar em Pousadas na região do Catimbau

Hotel Pousada Flananda

Rua José Emílio de Melo, 34 – Centro – Buíque-PE

Fone: 87 3855-1459 / 9 9969-2131

E-mail: flananda.hpf@gmail.com

 

Pousada e Restaurante Vale do Catimbau

Rua José Salvador, 55 – Centro – Vale do Catimbau-PE

Fone: 87 3816-3030

 

Pousada e Restaurante Maria Vitória

Rua São Cristóvão, Centro – Vale do Catimbau-PE

Fone: 87 3816-3116 / 87 9 9623-6577

 

Pousada Santos

Rua Aurora Laerte Cavalcante, 320 – Buíque-PE

Fone 87 3855-1267 / 3855-2212

Site: www.pousadasantos.com

E-mail: pousadasantos@pousadasantos.com

 

Pousada Bandeirante

Av. Jonas Camelo – S/N, Centro – Buíque-PE

CEP: 56.520-00

Fone: 87 3855-2221

 

Pousada Vila Meu Rei

Vila Meu Rei – Buíque-PE

CEP: 56.520-000

Fone: 87 9 9605-2178

 

Informações e Guias Turísticos

ACONTURC – Associação dos Guias de Turismo do Catimbau – (87) 99663-7207

Luciano Bezerra Cavalcanti (guia local) – (87) 99629-2152

ICMBIO – Parque Nacional do Catimbau – (87) 99600-4149 

email >pncatimbau.pe@icmbio.gov.br