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Pernambuco, 25 de novembro de 2021

Cultura

Um Tesouro Escondido Por Bruno Alexandre

Nascido e criado no Sertão de Pernambuco, Bruno Alexandre cresceu ouvindo causos ocorridos no Sertão que eram contados por sua avó quando ainda era viva, por isso sua cultura e  histórias são envolventes.

Postado em 02/07/2021 2021 17:57 , Cultura. Atualizado em 02/07/2021 18:17

Jornalista ,

Bruno Alexandre
Professor e Escritor
Colunista do Jornal do Sertão

 

Um tesouro escondido

Certa vez, em uma dessas tardes onde a gente sentava na calçada para se refrescar do calor sertanejo e olhar o movimento da rua, minha  avó decidiu compartilhar com a gente mais um dos seus causos pessoais sobre histórias de visagens do Sertão. Contava ela que, quando criança, enquanto brincava no fundo de casa com tijolos que se passavam por bonecas, avistou um homem estranho, todo de branco e com um chapéu na cabeça. Só o relato já me arrepiou a espinha, mas minha vó sempre foi uma mulher corajosa desde pequena. Ela conta que o homem estranho se aproximou e disse a ela o local exato onde estava escondido uma botija, uma espécie de vasilhame de barro, que continha um tesouro. 

 

O segredo não pode ser revelado

Depois da estranha aparição, o homem sumiu da mesma forma que apareceu, do nada. A primeira reação da minha vó foi correr para  contar pra mãe dela, fato que ela disse que não repetiria na época que nos contou, tudo isso porque quando você conta para alguém onde a botija está enterrada, ela simplesmente desaparece. Minha vó conta que a minha bisavó a repreendeu, pois as duas haviam perdido a oportunidade de encontrar um tesouro. Desde esse dia eu fico divido entre encarar uma alma penada e descobrir um tesouro.

 

A botija

Segundo a lenda, a botija é um tesouro que foi escondido por alguma pessoa ainda viva, porém, morreu antes de desfrutar do dinheiro. Com isso, a alma penada ainda protege o dinheiro, que pode estar em  qualquer lugar da casa, até entre as paredes.