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Pernambuco, 04 de agosto de 2021

Ciência e Tecnologia

Maior complexo solar do Brasil é inaugurado no Sertão de Pernambuco

Foram inauguradas nesta sexta-feira (09/07), em São José do Belmonte, no Sertão Central, as Usinas Solares Fotovoltaicas Brígida, Bom Nome e Belmonte, maior complexo solar do Brasil e futuramente um dos maiores da América Latina. Juntas, as usinas somam uma potência instalada de 810 MWp, capazes de abastecer cerca de 800 mil famílias. Os investimentos chegaram a R$ 3 bilhões e as obras de construção geraram 2.500 empregos diretos e indiretos. A inauguração contou com a presença dos ministros Bento Albuquerque, de Minas e Energia, e Gilson Machado Neto, de Turismo.

Postado em 09/07/2021 2021 22:53 , Ciência e Tecnologia. Atualizado em 09/07/2021 23:14

A cidade de São José do Belmonte, no Sertão Central, tornou-se notícia em todo o País nesta sexta-feira (09/07), com a inauguração das Usinas Solares Fotovoltaicas Brígida, Bom Nome e Belmonte, maior complexo solar do Brasil instalado no município sertanejo.

As usinas foram implantadas pela empresa espanhola Solatio e, juntas, somam uma potência instalada de 810 MWp, capazes de abastecer cerca de 800 mil famílias. A usina solar fotovoltaica Brígida agregará 80 MW de potência ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A usina Bom Nome contará com 130 MW e entra em operação a partir de abril de 2022. A usina Belmonte, que terá 600MW de potência, tem previsão de entrar em operação a partir do 3º trimestre de 2022.

Parque solar com potência instalada de 810 MWp em São José do Belmonte.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, quando estiver totalmente concluído em 2022, o complexo deverá ser o maior da América Latina em geração solar. Os investimentos chegaram a R$ 3 bilhões e as obras de construção geraram 2.500 empregos diretos e indiretos.



INAUGURAÇÃO – A solenidade de inauguração contou com as presenças do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque; do ministro do Turismo, Gilson Machado Neto; do presidente da Embratur, Carlos Brito; do secretário estadual de Turismo, Rodrigo Novaes; do prefeito de São José do Belmonte, Romonilson Mariano; do presidente da empresa Solatio, Pedro Vaquer; além de deputados estadual e federal, e demais autoridades.

São José do Belmonte (PE), da inauguração da Usina Fotovoltaica Brígida.

Na ocasião, o ministro Bento Albuquerque, de Minas e Energia, destacou os investimentos energéticos em Pernambuco. “O Nordeste tem todas as condições para continuar neste período de prosperidade que nós estamos vivendo em termos de geração de emprego e energia. Pernambuco está construindo neste momento 818 quilômetros de linhas de transmissão, 80 empreendimentos de geração de energia. Isso corresponde, hoje, investimento de 12,5 bilhões. Então, não falta investimento, não falta oportunidade para o nosso país, e é por isso, como brasileiro, como ministro de Minas e Energia, que eu estou vivendo o dia mais feliz de nossa gestão”, disse o ministro.

O ministro Bento Albuquerque lembrou ainda que até 2016 a energia solar era incipiente no Brasil. E destacou o crescimento da energia solar centralizada em 200% nos últimos três anos, e da solar distribuída, em mais de 2.000%. “Só em 2020, a capacidade instalada em energia solar fotovoltaica cresceu 66% no País”, comemorou. Segundo ele, a energia solar fotovoltaica centralizada já totaliza 3,3 GW de capacidade instalada, sendo responsável por 2% da matriz de energia elétrica brasileira. E ressaltou que a geração distribuída, com cerca de 6 GW instalados, já atende 400 mil consumidores, com expectativa de alcançar, em 2031, cerca de 26GW de capacidade e 3 milhões de consumidores.

Incentivo à importação de equipamentos de energia solar – De acordo com o MME, o governo zerou impostos de importação para equipamentos de energia solar, o que tem permitido o aumento da competitividade da fonte solar no Brasil, tanto para a geração centralizada como para a geração distribuída.

Em junho de 2020, foi publicado o Decreto nº 10.387, que incentiva projetos de infraestrutura ambientalmente sustentáveis por meio da criação de “debentures verdes”, facilitando o financiamento, via mercado de capitais, de empreendimentos renováveis. A medida contribuiu para maior competitividade e, consequentemente, menores preços para os consumidores de energia.