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Pernambuco, 21 de setembro de 2021

Economia

Custo da cesta básica chega a mais de 40% do salário mínimo em Petrolina

Pesquisa da Facape de julho mostra que a variação de preços dos itens da cesta básica pode chegar a 200% no município sertanejo.

Postado em 09/08/2021 2021 16:57 , Economia. Atualizado em 09/08/2021 17:08

Jornalista , Editor Antônio José em Economia

Imagem Divulgação

 

A pesquisa mensal sobre o custo da cesta básica, realizada pelo Colegiado de Economia da Faculdade de Petrolina (Facape), mostra em números a dificuldade que o trabalhador assalariado vem enfrentando todos os meses. Segundo o levantamento, o custo da cesta básica na cidade sertaneja foi de R$ 476,49 em julho, um aumento de 2,12% com relação ao mês anterior.

Nos últimos 11 meses, os alimentos acumularam alta de 29,91% em Petrolina. Praticamente todos os itens que compõe a cesta tem valores acumulados positivo, ou seja, apresentam aumento de preços durante esses meses com destaque para carne, arroz, farinha, banana, óleo de soja, feijão, leite e açúcar. Os produtos com maior alta foram o leite integral, café em pó, açúcar, tomate e margarina.



Levando em conta que o salário mínimo é R$1.100, para um trabalhador assalariado o gasto mensal com a cesta básica representa em Petrolina 43,31% da renda. Ou seja, quase a metade de um salário, considerando que essa quantitativo ainda precisa ser utilizado com outras despesas como moradia, transporte, vestuário, saúde e higiene e serviços pessoais.

Ainda segundo a pesquisa da Facape, a nível nacional, os cálculos do DIEESE encontraram aumento do custo em 15 das 17 capitais pesquisadas no mês de julho. O aumento mais acentuado, a nível nacional, ocorreu em Fortaleza/CE (3,92%). A cesta mais cara foi a de Porto Alegre/RS (R$ 656,92) e Salvador/BA teve a cesta mais barata (R$ 482,58). Para o DIEESE, o salário mínimo deveria ser R$ 5.518,79 para suprir as necessidades básicas das famílias brasileiras.