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Pernambuco, 21 de setembro de 2021

Saúde

Agosto Dourado: Mês do Aleitamento Materno

O aleitamento vai além do que apenas suprir as necessidades nutricionais do bebê, através deste ocorre interação entre a mãe e o filho, o qual é muito importante para o desenvolvimento cognitivo e emocional da criança.

Postado em 22/08/2021 2021 07:24 , Saúde. Atualizado em 21/08/2021 21:31

Colunista

 

Letícia Menezes:  Nutricionista, graduada na Universidade de Pernambuco, Campus Petrolina. Atualmente atua na área de Nutrição Clínica e Esportiva.

 

O Agosto Dourado é o mês que marca o incentivo ao aleitamento materno. Este possui como objetivo conscientizar a população sobre a importância da amamentação. Não é apenas a mãe que deve ser incentivada, mas todos aqueles que a cerca, pois fazem parte da rede de apoio desta, a fim de ajuda-la a enfrentar dificuldades que surgem durante essa fase. Quanto aos profissionais de saúde, além de conscientizar a população, devem acolher as mães e sanar suas dúvidas com relação à amamentação.

 

O aleitamento vai além do que apenas suprir as necessidades nutricionais do bebê, através deste ocorre interação entre a mãe e o filho, o qual é muito importante para o desenvolvimento cognitivo e emocional da criança.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divide o aleitamento materno em: Aleitamento Materno: que é o ato de amamentar em geral; Aleitamento Materno Exclusivo (AME): quando a mãe oferece apenas o leite materno ao bebê; Aleitamento Materno Predominante (AMP): quando a mãe oferece o leite materno predominantemente a bebê, contudo oferece também água, chás ou fórmulas infantis; Aleitamento Materno Complementado: quando além do leite materno a mãe começa a inserir na alimentação do bebê alimentos semissólidos e sólidos; Aleitamento Materno Misto ou Parcial: quando a mãe oferece ao bebê tanto o leite materno quanto a fórmula infantil.

Foto: Banco de imagens GOVERNO FEDERAL BRASIL

O AME é recomendado até o 6º mês de vida do bebê, pois é de extrema importância e traz benefícios para os bebês, tais como: melhora a digestão e minimiza as cólicas; Reduz o risco de doenças alérgicas; Diminui as chances de desenvolver doença de Crohn e linfoma; Estimula e fortalece a arcada dentária; Previne contra doenças contagiosas, como a diarreia; e para as mães, tais como: Diminui o sangramento no pós-parto; Acelera a perda de peso; Reduz a incidência de câncer de mama, ovário e endométrio; Evita a osteoporose; Protege contra doenças cardiovasculares, como o infarto. Contudo, o recomendado é que a mãe amamente até os 2 anos de vida da criança, porém, de forma complementada a partir do 7º mês. Após os 2 anos de idade da criança a alimentação dela deve ser em conjunto com a família.

A Introdução Alimentar (IA) precoce pode acarretar sérios problemas à saúde do bebê, como, ocorrência maior de casos de diarreias, problemas respiratórios, desnutrição, distúrbios na absorção de nutrientes, etc. Por isso, é importante que a IA comece a partir dos 7 meses de idade do bebê com orientação e acompanhamento de uma nutricionista.

 

Quem é Letícia Menezes:  Nutricionista, graduada na Universidade de Pernambuco, Campus Petrolina. Atualmente atua na área de Nutrição Clínica e Esportiva, principalmente na área de emagrecimento, hipertrofia e no tratamento de doenças crônicas.