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Pernambuco, 21 de setembro de 2021

Cidades

Influenciadoras digitais dizem como se protegem da toxicidade das redes sociais

A locutora de rádio Adriana Rodrigues e a enfermeira Andreza Bezerra contam como zelam pela saúde mental, mantendo um conteúdo assertivo em suas páginas. Confira também as dicas da psicóloga Carolina Castro para escapar das armadilhas mentais das redes sociais.

Postado em 14/09/2021 2021 20:49 , Cidades. Atualizado em 15/09/2021 12:13

Jornalista , Editor Antônio José em Cidades

Para a radialista Adriana Rodrigues, natural de Dormentes, mas residente em Petrolina, a brincadeira nas redes sociais começou de maneira despretensiosa. Ela postava coisas simples do dia a dia, imagens das férias, da família, com os amigos e do trabalho como locutora na Rádio Grande Rio FM. E assim foi ganhando fãs e hoje é considerada uma influenciadora digital em ascensão na região, com seus mais de 20 mil seguidores.

Adriana Rodrigues, locutora de rádio e influenciadora digital busca manter um conteúdo equilibrado e menos pessoal

Porém, quanto mais olhos seguindo, maior é a responsabilidade pelo que se posta. Por isso, Adriana busca manter um conteúdo equilibrado em sua página, para não virar alvo de nenhum tipo de cancelamento. “Na verdade, em um contexto geral, existe uma minoria que se tornou juiz de sofá. Muitos, com a ociosidade da pandemia, se tornaram impacientes e intolerantes. Mas, trazendo para o contexto local, a mudança foi na forma de consumo do conteúdo. Percebe-se que os seguidores estão mais seletivos. Antes a busca era por diversão e agora o público busca, além do entretenimento, assuntos que sejam relevantes e que contribuam com suas vidas”, explicou.

A digital influencer e enfermeira Andreza Bezerra, moradora de Venturosa, chegou a se afastar um pouco da sua rede social, com mais de 150 mil seguidores. Nesse período ela trabalhou na linha de frente de combate à Covid-19. Depois desse afastamento, ela passou a ver as redes sociais com outros olhos. 

Enfermeira Andreza Bezerra com 150 mil seguidores alerta para o crescimento do ódio nas redes sociais

“A Covid me fez rever conceitos e valores. Observo o crescimento do ódio nas redes a cada dia. Infelizmente, as pessoas despejam suas ‘opiniões’, às vezes tóxicas e incoerentes, sem justificativas e acabam com o dia de alguém através da internet. A falta de empatia e o crescimento da hipocrisia estão se tornando protagonistas nos dias atuais”, opinou.

Neste contexto complicado, Andreza tenta deixar seu ‘feed’ leve, assim como seu modo de viver. “Procuro sempre pensar no que me faz bem. Não só sobre postagens, mas também no decorrer do dia. Trago a minha verdade e procuro passar para todos que me acompanham a realidade. A gente supervaloriza a vida dos famosos, mas esquece que nem todos os dias estamos bem. Cancelar críticas que não somam ajuda a continuar nas redes. O segredo é não absorver, se permitir viver e ser feliz. Tudo depende da importância que se dá e, algumas vezes, o ideal é não dar importância alguma”, recomendou a influenciadora.

 

Overdose de rede

É inegável que as redes sociais, em especial agora durante a pandemia, viraram um refúgio, que deveria ser temporário, mas algumas pessoas embarcaram numa total imersão na realidade virtual. 

Para proteger a saúde mental, Maria Carolina Santana de Castro, que é psicóloga clínica, e mora em Petrolina, com especialização em Terapia Cognitivo Comportamental e que atualmente atende on-line, traz algumas dicas valiosas:

 

1 – Deixar de seguir!

Como a maioria esmagadora das contas em redes sociais mostram recortes “perfeitos” da vida dos internautas, é preciso que quem recebe aquela mensagem proteja a própria mente dessas armadilhas. 

Deixar de seguir alguns conteúdos pode ser uma estratégia”, afirmou a psicóloga Carolina Castro

Segundo Carolina, é preciso, antes de tudo, visualizar as pessoas que a gente segue. “Se são pessoas que a gente se inspira no sentido de ver que aquele conteúdo está acrescentando algo ou são conteúdos tóxicos. Mas uma das coisas é realmente visualizar e talvez deixar de seguir alguns conteúdos que você percebe que está mais te atrapalhando do que ajudando. Deixar de seguir algumas pessoas, alguns conteúdos pode ser uma estratégia”, afirmou.

2- Bora desconectar?

“Outra coisa importante é se desconectar mais mesmo em alguns momentos que a gente percebe que está sendo mais tóxico”, recomendou Carolina Castro. 

3- Nada é 100% real na rede social!

“Outra coisa é, constantemente, a gente estar lembrando, que nós abrimos a nossa realidade, mas a gente não sabe sempre a do outro. Essa questão de um recorte da realidade do outro, o recorte que a gente está vendo é um recorte de na maioria das vezes pontos positivos da vida do outro só que ninguém tem cem por cento de felicidade. Então, tomar consciência disso, lembrar-se disso sempre e que ali é só um recorte perfeito da realidade, também é uma coisa que pode nos ajudar”, orientou.