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Pernambuco, 25 de outubro de 2021

Educação

Uma relação de memória com Petrolina. Por Diedson Alves

Faço esse relato de memória para agradecer à Petrolina por ter contribuído para que eu me tornasse o ser humano que sou. Hoje, após 30 anos, ainda me encanto e meus olhos brilham quando falo da “encruzilhada do progresso”. Tenho certeza que a Petrolina que aqui relatei despertou em cada leitor, que aqui mora, que aqui morou, que por aqui passa, outras memórias. Que venham mais 126 anos! Salve! Salve! Petrolina!

Postado em 21/09/2021 2021 10:45 , Educação. Atualizado em 21/09/2021 13:38

Colunista

Prof. Diedson Alves Mestre em Ciência da Educação

 

Assim como muitos, Petrolina me foi apresentada de fora. Aqui cheguei aos 13 anos, cheio de sonhos e meus pais vendo na cidade uma oportunidade de materializá-los. Falo de uma cidade que guardo na memória, não tão antiga, minha relação com a “encruzilhada do progresso” que  começou em 1989.

 

Estudei na Escola de Petrolina, em frente à Igreja Matriz, bati bons papos naquela praça! Do outro lado, de frente para orla, o colégio Dom Malam.

Ainda tive oportunidade de tomar um sorvete colegial na sorveteria “Iglu”, na avenida Souza Filho, e o armarinho Drubi, também na Souza Filho, Kuka livraria e papelaria, as Casas Queiroz, cosméticos e perfumes não tinha outro lugar não!

 

Tantos festejos na Concha Acústica! Tive a histórica felicidade de conhecer Ariano Suassuna, ver Frei Damião na Praça Dom Malan, uma Petrolina sem Shopping, sem Hospital de Traumas, sem Centro de Convenções, apenas um espaço aberto de uma ex pista e pátio de pouso do aeroporto, mas que nos servia para encurtar caminho para sair das proximidades do histórico Colégio Pio XI, na praça das algarobas e chegar ao Otacílio Nunes de Souza, situado no Bairro Areia Branca.

 

Tive a felicidade de ver pintar um dos mais amáveis e excêntricos artistas petrolinenses, Celestino Gomes. Ver cedinho cortando as poucas avenidas que Petrolina possuía o  imponente ônibus da Escola Agrotécnica Federal Dom Avelar Brandão Vilela. O cheirinho de café, rádio ligado me traz na memória a emissora rural e vozes inesquecíveis como Carlos Augusto, Cachoeira e Vinícius de Santana. E os colégios?! E os jogos?! EMAFF, ESTADUAL, MARIA AUXILIADORA, DOM BOSCO…. Era de arrepiar. Sem esquecer de citar a mais charmosa das Faculdades, o berço da docência no Vale do São Francisco – FFPP – Faculdade de Formação de Professores de Petrolina e logo a FACAPE – Faculdade de Ciências da Administração de Petrolina.

 

Faço esse relato de memória para agradecer à Petrolina por ter contribuído para que eu me tornasse o ser humano que sou. Hoje, após 30 anos, ainda me encanto e meus olhos brilham quando falo da “encruzilhada do progresso”. Tenho certeza que a Petrolina que aqui relatei despertou em cada leitor, que aqui mora, que aqui morou, que por aqui passa, outras memórias. Que venham mais 126 anos! Salve! Salve! Petrolina!