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Pernambuco, 23 de outubro de 2021

Agronegócios

Duplicar a BR 232 até Salgueiro não é questão futura. Por Geraldo Eugênio

São Caetano – Salgueiro, um tráfego cada dia mais intenso

Postado em 30/09/2021 2021 18:44 , Agronegócios. Atualizado em 30/09/2021 18:44

Colunista

Geraldo Eugênio Foto: Divulgação

O agronegócio de Pernambuco, destacando as cadeias produtivas da avicultura, pecuária de leite e carne e a fruticultura irrigada estão esperando que a malha rodoviária entre Salgueiro e Recife seja melhorada. A primeira etapa, entre Recife e São Caetano foi duplicada há 20 anos e de lá para cá não houve melhoria visível. Permanece tal qual foi planejada e construída apenas com o desgaste que os anos trazem. Merece uma recuperação geral, inclusive com várias obras facilitadoras de tráfego como seria o caso de viadutos e pontes em várias cidades de seu percurso. A BR 232 deve ser uma via expressa sem sinais ou quebra-molas. As vias laterais são as responsáveis pelo tráfego local e, consequentemente são nelas que os controle de velocidade devem ser instalados. 

Em algumas cidades os pardais tornaram-se fábrica de multas encarecendo o custo do transporte e nem sempre resultando em educação no trânsito.

 

Aqueles que trafegam do Sertão à capital com frequência sentem a cada ano as viagens tornarem-se mais demoradas, o consumo de combustível mais elevado e o cansaço mais intenso. As cargas de perecíveis são as mais afetadas, como se poderia esperar, como é o caso dos lácteos, carnes, frutas e hortaliças. No comércio, a pontualidade é uma virtude, qualquer demora na entrega das mercadorias e bens afeta duramente o fluxo, as transações comerciais e o lucro.

 

Maceió a Delmiro Gouveia – a AL 220 está sendo duplicada

O interessante é que os vizinhos não estão parados. O caso de Alagoas é emblemático. O governo estadual mal concluiu a duplicação da AL 220 entre Maceió e Arapiraca, um percurso de 130 km, já iniciou a ampliação do leito da rodovia no trecho Arapiraca – Delmiro Gouveia, a cidade mais a Oeste, distando 290 km da capital. Quanto ao estado de Alagoas não há dúvida dos benefícios para o turismo nas cidades sertanejas e ribeirinhas, beneficiando diretamente as cidades de Traipu, Belo Monte, Pão de Açúcar e Piranhas, além de Delmiro Gouveia e Água Branca.O relato do que ocorre ao vizinho do sul do estado choca um pouco quem por lá trafega, o mesmo podendo ser afirmado quanto as rodovias do estado da Paraíba, sempre bem conservadas. Não apenas entre João Pessoa e Campina Grande, mas alcançando o Cariri e o Sertão.

Imagem Reprodução

 

Importante que Pernambuco desperte para o fato de que negócio é deslocamento

Que se repita dois mantras dos negócios. O primeiro é que no século XXI não há comércio sem deslocamento rápido e acesso à internet de banda larga.  A geografia de Pernambuco ajuda e não há justificativa para não se contar com 4G à baixo custo em todas as localidades entre Recife, Araripina e Petrolina facilitando a trafegabilidade, a comunicação e o comércio nesta via que é espinha dorsal do estado. O segundo mantra é que não há porto sem ferrovia, um alerta comentado pelo amigo Fernando Jordão a partir de uma conversa com um executivo do Porto de Roterdã em visita à Suape. 

 

Enquanto a Transnordestina não chegar à SUAPE a obra não se faz completa.

Esses comentários nos remetem ao fato de que há pouco mais de duzentos anos, Alagoas era separada de Pernambuco pelo poder central em punição à altivez e coragem do Leão do Norte. Hoje nos resta acordar, unir-se e fazer valer o fato de que Pernambuco conta com excelentes universidades, instituições de pesquisa e inovação reconhecidas no Brasil e no exterior, uma população numerosa de jovens cursando todas as áreas do conhecimento, da medicina às ciências humanas. Das engenharias às agrárias, à computação e á robótica, além de um empresariado que dá provas de competência e arrojo a cada dia. Hoje, o estado já não cederia territórios, mas novas empresas, empreendimentos e renda. Sugere-se que dois temas sejam objeto de atenção quando da escolha do próximo governador do estado: a recuperação e duplicação da rodovia BR 232 e a trafegabilidade dos vagões da Transnordestina, a EF 232. Prioridades são prioridades e ao se definir uma estratégia de médio e longo prazos se estabelece as chances de vitória ou de fracasso, algo que não deve constar nos planos de nenhum aspirante à liderança do estado por mais limitado ou inepto que possa ser.


Quem é  Diedson Alves: Mestre em Ciência da Educação pela UDE – Universidade de La Empresa em
Montevideu URU (2012), convalidado pela UTP – Universidade de Tuiuti do
Paraná; Graduado em Licenciatura Plena em História pela UPE – Universidade
de Pernambuco (2001) – Especialista em Psicopedagogia pela FACINTER –
Faculdade Internacional de Curitiba (2002) e Ensino de Sociologia pela UCAM –
Universidade Cândido Mendes- RJ (2019). Docente em História pelo IF-Sertão