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Pernambuco, 21 de outubro de 2021

Saúde

Sertaneja descobre “sem querer” câncer de mama agressivo e avançado

Na coluna especial do JS no Outubro Rosa conheça a história da voluntária Katussia Almeida que virou paciente

Postado em 13/10/2021 2021 16:15 , Saúde. Atualizado em 13/10/2021 21:13

Jornalista , Editor Antônio José em Saúde

Katussia descobriu o câncer por acaso. (foto: Instagram

Imagine a situação: Você trabalha como voluntária de um instituto de combate ao câncer. Chega um mamógrafo novinho e, mesmo indicação, você decide fazer uma mamografia. Quando o resultado sai, você descobre quem tem câncer de mama agressivo e em estágio avançado.

Quer saber mais dessa história? Então confere o relato da sertaneja Katussia Almeida, que mora em Juazeiro-BA.

A descoberta da doença…

“Eu já era voluntária há muitos anos no Instituto de Prevenção do Câncer Ivete Sangalo e tinha essa provocação de conhecer como era a mamografia. Porque eu vi que a resistência das mulheres para fazer o exame e muitas mulheres ficavam ansiosas, nervosas, dizia que doía e eu queria ter assim conhecer essa intensidade dessa dor para falar com mais propriedade. Mas eu não tinha idade e aproveitei a oportunidade que foi instalar o novo mamógrafo e aí eu fiquei insistindo até consegui fazer o exame que não seria coletado os dados, que só seria um exame teste para ver a qualidade do mamógrafo. A priori, eles tinham escolhido uma mama densa e uma mama mais velha para ver as imagens se estavam boas e eu fiquei insistindo até que consegui. E graças a Deus, essa insistência me levou a descobrir que eu tinha um câncer agressivo e já no estágio muito avançado.”

A luta pela cura

“Iniciei uma longa jornada. Eu digo que foi um giro pela vida. Sem a minha família, sem meus amigos, sem um apoio de uma rede que se transformou do meu lado, eu não teria conseguido. Eu tive que ser muito paciente. Eu tive que rememorar as falas que eu dizia para aquelas pacientes que estavam ali acolhendo. Eu tive que refazê-las para mim. Aquele amor que eu compartilhei com todas aquelas mulheres, eu tive que trazer isso para mim e me fortalecer. Foram dias difíceis. Não só na quimioterapia, mas principalmente cirúrgico, pós-cirúrgico e mais ainda na radioterapia porque eu tive queimaduras, tive reação a quimioterapia e com a radioterapia. E eu estava só longe de todas e de todos. Eu estava em Salvador e foi difícil, mas eu consegui vencer também com muita fé. Eu me apeguei a fé, me apeguei meus estudos, continuei minha faculdade, continuei meu projeto do mestrado, continuei focando. Quando sentia dor, eu focava na leitura, focava em projetos para acreditar que eu ia vencer e que eu venci. Descobri uma coisa: que o medo são quatro letrinhas, mas ele só tem poder se a gente deixar. Então, eu sempre entrei nessa assim sabendo que o diagnóstico não era sentença, eu tinha escolhido viver”, contou Katussia.

 

Importância da prevenção

Katussia não tinha indicação para fazer a mamografia. Fez o exame sem a menor pretensão e acabou descobrindo que precisava de ajuda urgente. Por isso, ela passou a acreditar ainda mais na importância da prevenção. “A prevenção é o caminho para a cura. A prevenção é um rastreamento da sua saúde. A mulher que se que faz a prevenção, que se cuida, ela vive mais, ela vai conseguir chegar aos seus objetivos. Vai ter uma saúde e uma mais qualidade de vida. Vai viver mais e para amar”, assegurou.

Vida nova

“Não é só porque eu me tornei uma pessoa muito mais resiliente, mas eu não tenho mais tempo para nada negativo. Eu quero dedicar a minha vida. Eu quero dedicar ao próximo. Acho que a minha caminhada se tornou muito mais forte, de amor ao próximo, de respeito à vida. Tem muito mais sentido e, com certeza, eu sou uma mulher mais forte e muito mais sensível ao amor e a vida do próximo.”

Katussia Almeida

Mensagem cor de rosa

“Nesse outubro rosa, deixo uma mensagem para todas as mulheres e família dessas mulheres. Que elas vejam o Outubro Rosa como a data e o mês de cuidar. Que todos os dias elas olhem para esse momento e comecem a transformar os trezentos e sessenta e cinco dias do ano. Compartilhando o amor ao próximo, cuidando, doando afeto e transformando a vidas. A minha mensagem é que o amor seja multiplicado de cuidado de afeto e de respeito as nossas vidas e existe vida depois do câncer porque o diagnóstico não é sentença”, finalizou Katussia.