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Pernambuco, 24 de abril de 2024

Artigo

Dia de finado: Um olhar sobre a nossa existência. Por Diedson Alves

Hoje dia de finados professor DIEDSON ALVES, nos leva a uma profunda reflexão histórica sobre o referido dia trazendo um olhar sobre a vida.

Postado em 02/11/2021 2021 10:07 , Artigo. Atualizado em 02/11/2021 10:08

Prof. Diedson Alves Mestre em Ciência da Educação

Historicamente, lembrar e homenagear quem já se foi consiste em uma prática antiga, apesar de sempre está associada à Igreja Católica desde as primeiras civilizações orientais, ocidentais, pré-colombianas já tinham esse costume. Portanto, contextos históricos, tradições, religiões e valores passados foram dialogando ao longo do tempo culminando para o 02 de novembro, dia de finados.
Numa perspectiva filosófica a morte é o que dá verdadeiro sentido à vida. Muitos filósofos convergem com a ideia de que sem a morte não existiria a filosofia, pois a certeza de uma vida terrena que se finda nos faz refletir sobre nossa vida, nossos valores, nossa trajetória, em busca de sentidos, de identificação.
Todo esse arcabouço filosófico me faz lembrar de uma provocação do professor Mario Sérgio Cortella: “Se eu não existisse, que falta faria? ” Partindo da referida cutucada, uma série de perguntas surgem: Quando eu não mais existir, farei falta? O que de mim sentirão mais falta? Como serei lembrado? Por quem serei lembrado? Por quanto tempo serei lembrado?
As indagações são infinitas na lacuna entre vida e morte podendo se ampliar para outras esferas no que tange ao fechamento do ciclo de uma trajetória terrena entrando, inclusive, em outras correntes religiosas. Mas como viver sabendo que vamos morrer? O tema é tão amedrontador como instigante e as perguntas são infinitas. Assim, refletir sobre a vida é o grande sentido da nossa existência, a vida é bela, pois é passageira, diante disso, fico com Maria Sérgio Cortella quando diz: “Um dia nós vamos morrer, todos os outros dias não”.
Que a reflexão sobre a vida seja sempre um presente.