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Pernambuco, 08 de abril de 2024

Bem Estar

A vida é um projeto que foi feito para dar certo. Por Diedson Alves

O que me faz professor é acreditar no ser humano, nos seus sonhos, nos seus projetos de vida, no potencial que cada um apresenta

Postado em 15/12/2021 2021 07:00 , Bem Estar. Atualizado em 14/12/2021 18:49

Colunista

Prof. Diedson Alves Mestre em Ciência da Educação

“Nunca existiu uma pessoa como você antes, não existe ninguém neste mundo como você agora e nem nunca existirá. Veja só o respeito que a vida tem por você. Você é uma obra de arte impossível de repetir, incomparável, absolutamente única”.

‘Osho’
O que me faz professor é acreditar no ser humano, nos seus sonhos, nos seus projetos de vida, no potencial que cada um apresenta, no brilho no olhar e no desdobramento que esses sonhos concretizados podem causar, para ele e consequentemente para a humanidade.

Assim trago uma reflexão sobre “vencer na vida”, “sair da zona de conforto” “empreender a sim mesmo”. Mas acreditar não é tudo, e para tais indagações busquei inspiração no mundo antigo, em especial na Grécia Antiga. Debruçado sobre os escritos do filósofo Aristóteles, tive acesso à algo que nos permite vislumbrar, estabelecer parâmetros que contribuirão para conduzir infinitas perspectivas e olhares necessários para o florescimento do bem que o ser humano tanto busca.

Sendo assim, à princípio, dois pontos considero indispensáveis para aquilo que ambicionamos e principalmente para aqueles que buscam empreender, palavrinha cada vez mais comum no nosso cotidiano: o primeiro desenvolver o máximo da sua potencialidade e capacidade enquanto ser humano – que parte do desenvolvimento de uma postura empreendedora, que é o nosso bem maior, pois mover-se em direção ao seu próprio eu é o caminho efetivo da prosperidade, do reconhecimento, da dignidade humana. Uma vez que, somos um ser com infinitas e ilimitadas capacidades e atingir o perfil de excelência empreendedora é o ápice na nossa existência. Que sendo bem sincero é um confronto polarizado entre o que eu sou e o que eu posso me tornar. Desse modo torna inevitável o embate consigo mesmo.

O segundo ponto a considerar, que entrelaça ao que é e o que pode tornar- se, é cristalizar a virtude a um hábito, com isso, vale salientar alguns predicados de quem empreende que devem ser: acordados, aguçados, exercitados, potencializados, no qual inclui principalmente a ordenação do indivíduo diante do mundo por meio de ações que canalizam o homem para o seu próprio bem. Bem, esse que chamarei de virtude empreendedora em que a humanidade busca a sua essência, seu significado numa dimensão universal de encontro com sua própria capacidade humana, do existir relacionado ao ato – que consiste naquilo que o ser humano é, sua existência, sua manifestação atual; e a potência – o que não é ainda, mas pode vir a ser, o ser humano na sua máxima capacidade racional inclinando-se em valores e buscas universais dentre eles a prosperidade, a felicidade, e o equilíbrio.

Bem, temos neste caso uma equação aristotélica que chamaremos de tino empreendedor. Todo ser humano é na sua essência um ato e despertando seu potencial de projetar, de realizar, de alcançar à máxima da existência humana, ou seja, empreender, chega a potência. No entanto esse processo de transição necessita desde cedo sair da famosa ‘zona de conforto’. Afirmo que este ponto de partida está, quando o ser humano sai do ventre da sua mãe e é apresentado ao mundo.

Com isso, afirma o historiador Leandro karnal: “Para a filosofia, não existe o “eu nasci assim”. De onde eu parto é uma questão, aonde eu quero chegar é outra questão. Para isso é preciso ter uma estratégia. Estratégia é a capacidade de antecipar o futuro – um futuro que ninguém sabe como será. Estamos aqui porque tomamos decisões que nos possibilitaram trilhar nossos caminhos”. Que essa seja a máxima nessa transição de um ano para o outro a estratégica, o planejamento, a disciplina, a determinação e sagacidade e sobre tudo a convicção de que empreender é acreditar em mim mesmo, na minha capacidade de alterar o rumo da minha própria existência.