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Pernambuco, 27 de fevereiro de 2024

Cidades

Regiões Norte e Nordeste tiveram gasto de R$ 32,6 milhões atrelados à falta de saneamento básico

As duas regiões apresentam os maiores gargalos para alcançar a universalização dos serviços de coleta e tratamento de esgoto até 2033

Postado em 08/04/2023 2023 08:14 , Cidades. Atualizado em 08/04/2023 08:39

Jornalista ,

Saneamento básico \ Imagem Agência Brasil

 

A falta de saneamento básico é um dos principais problemas de saúde pública no mundo, estima-se que cerca de 2,4 bilhões de pessoas não tenham acesso a serviços de saneamento adequados, o que acaba resultando em doenças infecciosas, como: diarréia, cólera, hepatite A e outras. Além disso, a falta de saneamento básico também contribui para a contaminação de águas superficiais e subterrâneas, o que pode levar a problemas de saúde ainda mais graves.

O saneamento básico é um conjunto de serviços e infraestruturas que visam garantir a saúde e o bem-estar da população, melhorando a qualidade de vida das pessoas, estes serviços incluem a coleta e tratamento de esgoto, a limpeza urbana, o abastecimento de água potável, o controle de vetores e a drenagem de águas pluviais. O saneamento básico é fundamental para a saúde pública, pois reduz a incidência de doenças transmitidas por água e alimentos contaminados. Além disso, contribui para a preservação do meio ambiente, pois evita a contaminação dos recursos hídricos.

Segundo dados do “Painel de Saneamento Brasil”, a partir das informações públicas mais recentes do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) e do DATASUS, portal do Ministério da Saúde, o Nordeste é a região com mais casos de internações por doenças de veiculação hídrica – foram mais de 59 mil internações em 2021. Por outro lado, no Norte, ocorreram 25 mil hospitalizações por enfermidades associadas à falta de saneamento.



A maior parte das internações por doenças foi provocada pela falta de saneamento básico. Como um dos maiores desafios, na região Nordeste apenas 30,2% da população possui coleta de esgoto – enquanto apenas 35,5% do esgoto produzido é tratado.. A mesma dificuldade é vista no Norte do país, onde somente 14% da população possui coleta de esgoto e somente 20,6% do esgoto gerado é tratado.

 Em 2021, as mais de 84.000 mil hospitalizações decorrentes das internações por doenças de veiculação hídrica nas regiões Norte e Nordeste, resultaram num custo de aproximadamente R$ 33 milhões. A região Nordeste apresenta a maior despesa com internações por doenças de veiculação hídrica: R$ 23,3 milhões, enquanto no Norte os gastos foram de R$ 9,3 milhões. A falta de acesso à água tratada e ao esgotamento sanitário resultou em 2021, em um total de 746 óbitos nas regiões.

Tabela 1 – Indicadores de saúde nas regiões brasileiras em 2021