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Crise do crédito brasileiro traz insegurança às empresas
por Lucas Munford | Jornalista
Postado em 29/05/2023 2023 15:49 , Economia. Atualizado em 29/05/2023 15:55
Divulgação
Embora o caso das lojas Americanas, que, no começo deste ano foi descoberto tendo um rombo de R$ 20 bilhões, seja tratado como algo “isolado”, os maiores bancos brasileiros estão com o “pé atrás” quando o assunto é concessão de crédito.
A Taxa Selic, os juros básicos da economia brasileira, que está em 13,75% ao ano no Brasil e a meta para o ano da inflação do BC para 2023 é de 3,25%, podendo oscilar entre 1,75% e 4,25%.
“Esses episódios recentes acenderam um sinal de alerta sobre empresas desse e de outros setores. Cresceu a percepção de risco sobre as finanças corporativas – e essa percepção é componente dos mais relevantes para determinar o custo do crédito e a decisão de conceder ou não um empréstimo”, comenta Luciano Bravo, CEO da Inteligência Comercial.
Para Luciano, a instabilidade gerada pelos elementos gera uma redução importante no crédito, que é uma grande alavanca para todas as empresas. “A margem de lucro dessas companhias acaba sendo menor, mas tem que ter capital de giro para poder alavancar o negócio. Embora o crédito nacional esteja passando por um momento de instabilidade, o crédito internacional segue forte e saudável.”, diz.
Atualmente o Brasil conta com mais de vinte e um milhões de empresas ativas, e, com menos custo de juros, torna-se mais viável obter um lucro em cima do crédito concedido internacionalmente. Enquanto o BACEN estabeleceu a Selic em 13,25%, o FED – Federal Reserve Board (Banco Central dos EUA) definiu em 1,75% sua taxa básica de juros.
Por Lucas Munford
Lucas Munford | Jornalista