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Pernambuco, 12 de junho de 2024

Economia

Mais de 160 mil pernambucanos possuem contas em atraso

O tempo médio de comprometimento com dívidas em Pernambuco é de 8 meses, enquanto o tempo médio de contas em atraso é de 60 dias em Pernambuco e 63 dias quando observamos todo o Brasil.

Postado em 14/07/2023 2023 07:00 , Economia. Atualizado em 14/07/2023 00:07

Reprodução

Atualmente, 432 mil pernambucanos possuem dívidas com cartão de crédito, financiamentos, carnês e crédito pessoal, sendo que 162 mil pernambucanos têm contas atrasadas. É o que afirma a Fecomércio Pernambuco, que realiza o recorte local da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência (PEIC), elaborada mensalmente pela Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Ainda segundo o recorte, os principais tipos de dívidas entre as famílias pernambucanas de menor renda relativa (aquelas cujo orçamento familiar é de até 10 salários-mínimos) seguem sendo o cartão de crédito (92,6%), carnês (29%) e crédito pessoal (7,3%). Além disso, o tempo médio de comprometimento com dívidas em Pernambuco é de 8 meses, enquanto o tempo médio de contas em atraso é de 60 dias em Pernambuco e 63 dias quando observamos todo o Brasil. Ainda segundo a Fecomércio Pernambuco, os devedores em atraso podem enfrentar dificuldades financeiras, reduzindo sua capacidade de gastar e ocasionando às empresas dificuldades no fluxo de caixa, dado o impacto negativo do endividamento e da inadimplência no gasto. Isso pode levar a uma desaceleração econômica, uma vez que o consumo e os investimentos são componentes essenciais para o crescimento econômico.

Número de famílias endividadas volta a crescer em junho em Pernambuco

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência (PEIC), elaborada pela Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), ganhou um recorte especial pela Fecomércio Pernambuco para o mês de junho. Atualmente, 432 mil pernambucanos possuem dívidas com cartão de crédito, financiamentos, carnês e crédito pessoal, sendo que 162 mil pernambucanos têm contas atrasadas.

Endividamento e inadimplência oneram parte da renda mensal das famílias e restringem o consumo. Quanto antes a dívida for quitada, melhor, pois sobra mais renda a ser destinada para a aquisição de bens e serviços e/ou para a formação de poupança. Por isso, é importante reduzir ao máximo o tempo de atraso das dívidas e o número de inadimplentes, garantindo uma melhor saúde financeira dos domicílios.

Os tipos de dívidas predominantes entre as famílias pernambucanas de menor renda relativa (aquelas cujo orçamento familiar é de até 10 salários-mínimos) seguem sendo o cartão de crédito (92,6%), carnês (29%) e crédito pessoal (7,3%). Esses percentuais refletem a facilidade de empréstimo pré-aprovado no cartão de crédito; já os carnês são atrativos porque os varejistas muitas vezes não incluem acréscimo de juros no pagamento parcelado. O crédito pessoal, por sua vez, corresponde a empréstimos ou linhas de crédito oferecidas por instituições financeiras, como bancos ou empresas de crédito. Essas dívidas podem ser utilizadas para diversos fins pessoais, como pagamento de despesas médicas, reformas em casa, compra de bens duráveis ou até mesmo para cobrir necessidades básicas.

O tempo médio de comprometimento com dívidas em Pernambuco é de 8 meses, enquanto o tempo médio de contas em atraso é de 60 dias em Pernambuco e 63 dias quando observamos todo o Brasil. Os devedores em atraso podem enfrentar dificuldades financeiras, reduzindo sua capacidade de gastar e ocasionando às empresas dificuldades no fluxo de caixa, dado o impacto negativo do endividamento e da inadimplência no gasto. Isso pode levar a uma desaceleração econômica, uma vez que o consumo e os investimentos são componentes essenciais para o crescimento econômico.

O economista da Fecomércio, Rafael Lima, destaca: “Há uma expectativa positiva em relação ao programa Desenrola, que recentemente teve sua portaria publicada e em breve iniciará suas operações. Essa iniciativa tem como objetivo promover a renegociação das dívidas, beneficiando especialmente o setor varejista ao trazer de volta consumidores anteriormente restritos devido à inadimplência.” 

Sobre a pesquisa:

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), foi publicada na quinta-feira (11/07). A pesquisa ganhou um recorte especial para o Estado de Pernambuco, feito pela Fecomércio-PE.

Tem por objetivo diagnosticar o nível de endividamento e inadimplência do consumidor E apurar o percentual de inadimplentes, a intenção de pagar dívidas em atraso e o nível de comprometimento da renda.

A PEIC define, ainda, que a potencial inadimplência é a expectativa dos devedores de não pagarem suas dívidas no mês subsequente ao levantamento. Já o atraso no pagamento (inadimplência) é o ato de não cumprir efetivamente os compromissos assumidos com o endividamento.

A pesquisa permite o acompanhamento do nível de comprometimento do consumidor com dívidas e sua relação com a capacidade de pagamento, informações importantes para a tomada de decisão dos empresários do comércio. Quando a inadimplência ocorre, é comum observar uma desaceleração no consumo, o que afeta, principalmente, pequenas empresas do setor de comércio e serviços.