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Pernambuco, 12 de junho de 2024

Economia

Queda da inflação do aluguel se mantém pelo quarto mês seguido

De acordo com o índice calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas  (FGV Ibre), houve um recuo de 0,72%. 

Postado em 03/08/2023 2023 06:17 , Economia. Atualizado em 04/08/2023 12:57

Reprodução

Apesar de registrar pelo quarto mês seguido queda no Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) , tais variações não devem interferir nos preços de reajustes dos aluguéis.

Essa é a avaliação do economista formado pela UFPE, João Novaes, e sócio-diretor da Âncora Imobiliária, no Recife, ouvido pela reportagem do JS.

João Novaes Economista pela UFPE e sócio/diretor da Âncora Imobiliária

De acordo com o índice calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas  (FGV Ibre), houve um recuo de 0,72%. 

No ano, o IGP-M acumula deflação (queda de preços) de 5,15%. Em 12 meses, a queda é de 7,72%.

“Nos últimos meses, temos sido testemunhas de quedas significativas no índice IGP-M, porém entender o real impacto dessas variações no mercado de locações tem se mostrado uma tarefa desafiadora. As flutuações no IGP-M costumam ser temporárias, enquanto as mudanças nas condições macroeconômicas demoram a refletir totalmente no mercado imobiliário”, pontua o economista.

Novaes lembra que, em 2021, em meio à fragilidade da economia e ao início da recuperação pós-pandemia, o IGP-M registrou um aumento expressivo, ultrapassando 30% no acumulado de 12 meses. 

“Esse cenário levou a frequentes negociações entre proprietários e inquilinos para reduzir o reajuste anual dos aluguéis, uma vez que, em muitos casos, a aplicação do índice aumentaria o aluguel para um valor desproporcional ao preço de mercado”.

A realidade

No entanto, a situação atual, segundo o economista e sócio -diretor da Âncora Imobiliária é inversa.

 “Observamos uma elevação de preços em muitas das novas locações, enquanto o IGP-M está em território negativo. Isso torna os proprietários mais resistentes em reduzir os aluguéis, já que nos últimos anos muitos deles concederam descontos nos reajustes”, opina. 

Diante dessas grandes variações do IGP-M e sua aparente desconexão com a realidade do mercado de locações, muitos têm optado por adotar outros índices nos contratos de aluguel, sendo um dos mais utilizados o IPCA.

Equilíbrio na negociação 

Portanto,  acrescenta Novaes, é importante compreender os diferentes índices e suas implicações no cenário econômico, tanto para os proprietários quanto para os inquilinos. “Deve sobrepor uma relação mais equilibrada e transparente entre as partes envolvidas, garantindo maior estabilidade na relação locatícia”.



 

 

Com informação Agência Brasil