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Pernambuco, 25 de junho de 2026

Meio Ambiente

Entre Canudos e o Super El Niño: o que a história das secas no Sertão ensina sobre a crise hídrica que se aproxima

Colunista recorre à memória de Canudos, dos campos de concentração de 1915 e a uma simulação de inteligência artificial para alertar: o Nordeste está mais preparado do que há um século, mas o risco de tensão social por água é real

Postado em 25/06/2026 10:13

A coluna do professor Geraldo Eugênio parte de um recurso pouco comum no jornalismo de dados: uma simulação feita por inteligência artificial (o Google Gemini) sobre como seria, hipoteticamente, uma “guerra pela água” no Semiárido brasileiro diante de um Super El Niño. O ângulo da pauta não é alarmista — é histórico e analítico. Conecta três momentos: o passado trágico do Sertão (Canudos e os campos de concentração de 1915), o cenário hipotético gerado por IA, e os avanços reais das últimas décadas que tornam esse cenário extremo improvável, mas não impossível. O diferencial é jornalístico: usar uma ferramenta de IA como gatilho de debate, sem tratá-la como profecia.

O Nordeste brasileiro já viveu dias em que a falta de água custou vidas, dignidade e liberdade. Em 1896, foi Canudos. Em 1915, foram os currais do governo — campos de concentração para flagelados da seca que inspiraram Rachel de Queiroz a escrever “O Quinze”. Agora, diante das previsões de um possível Super El Niño em 2026, uma pergunta incômoda volta à mesa: o Brasil está mais preparado para evitar uma tragédia como essas, ou os fantasmas do passado podem voltar a rondar o Sertão? Para explorar essa questão, o colunista Geraldo Eugênio recorreu a um experimento pouco ortodoxo — perguntou à inteligência artificial Gemini, do Google, como se desenrolaria uma “guerra pela água” na região. A resposta, detalhada e perturbadora, serve de ponto de partida para uma reflexão sobre o que mudou — e o que ainda preocupa.

A memória que pesa: Canudos e os campos de concentração
Resgatar o contexto histórico citado na coluna: Canudos (1896-97), a aniquilação de uma comunidade de 25 mil pessoas, e os “currais do governo” de 1915, que inspiraram a literatura de Rachel de Queiroz. Explicar por que essas memórias ainda estruturam o imaginário sobre seca no Nordeste.

 O experimento com IA: o que a simulação do Gemini revela
Apresentar, de forma jornalística e crítica, o cenário hipotético gerado pela IA: disputa entre hidronegócio e agricultura familiar, saques a adutoras e carros-pipa, êxodo migratório, colapso urbano, crise sanitária e tensões entre estados por bacias hidrográficas compartilhadas. Importante: deixar claro ao leitor que se trata de uma simulação especulativa, não de uma previsão científica.

 Por que esse cenário é hoje menos provável
Contrapor o cenário hipotético com os avanços reais dos últimos 30 anos citados na coluna: mais de 1 milhão de cisternas, ampliação da malha de adutoras a partir do Rio São Francisco, programas de proteção social, aumento da produção nacional de alimentos e expansão do crédito ao pequeno agricultor.

 O que ainda preocupa: a “indústria da seca”
Explorar o alerta do colunista sobre o uso político da distribuição de água — carros-pipa como moeda de troca e controle social — e a fragilidade da governança hídrica em cenários de crise extrema, mesmo com os avanços estruturais.

Fontes sugeridas

Prof. Geraldo Eugênio (UFRPE-UAST) — autor da coluna original agronegócios