


Acordo Mercosul-Europa abre janela de ouro para fruticultores do Vale do São Francisco — e o BNB já está de portas abertas
A assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que zerou as taxas de exportação das frutas brasileiras, não passou despercebida em Petrolina.
Postado em 29/06/2026 05:28

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O principal município exportador do Sertão de Pernambuco já sente o movimento: produtores do Vale do São Francisco estão correndo ao Banco do Nordeste em busca de crédito para ampliar lavouras e direcionar mais produção ao mercado europeu.
O raciocínio é simples e direto: sem imposto na porta da Europa, a fruta brasileira fica mais barata para o consumidor de lá — e mais lucrativa para o agricultor daqui. O resultado é um aumento imediato na demanda por financiamento para expandir a área plantada e dar conta dos pedidos que tendem a crescer.
Para atender esse cenário, o BNB oferece duas linhas específicas. A primeira é a Antecipação sobre Contrato de Câmbio — a ACC — voltada para quem já fechou negócio com compradores europeus mas precisa de dinheiro agora para produzir. O banco adianta o valor a receber com taxas competitivas e prazo de até 12 meses para pagar. A segunda linha é a Nordeste Exportação, abastecida com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste. A vantagem aqui é a estabilidade: o produtor paga com base na cotação do dia da assinatura do contrato, se protegendo das oscilações do dólar e do euro ao longo da safra.
O gerente executivo estadual do BNB em Pernambuco, Neydson Moura, resume o efeito em cadeia: produto mais competitivo gera mais demanda, mais demanda exige mais produção, mais produção precisa de crédito. O banco, segundo ele, está posicionado para cada elo dessa corrente.
As linhas não se restringem ao Vale do São Francisco. Produtores rurais do Rio Grande do Norte, Ceará e demais regiões de atuação do BNB também têm acesso às mesmas condições.