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Pernambuco, 03 de julho de 2026

JS Eleições 2026 Opinião

Para desespero da oposição, Raquel aciona o modo turbo das entregas antes do prazo eleitoral

Adriano Roberto analisa a reta final das entregas da governadora e a aquisição de um vasto capital político nos municípios de Pernambuco

Postado em 03/07/2026 08:54

Jornalista responsável: ,

A menos de 24 horas do início das restrições impostas pelo calendário eleitoral, o Palácio do Campo das Princesas acionou a força máxima. A governadora Raquel Lyra (PSD) engatou uma marcha acelerada de inaugurações, vistorias e ordens de serviço – passando fortemente pela Mata Norte (Aliança e Nazaré da Mata) e municípios estratégicos da Região Metropolitana, como Igarassu e Camaragibe. 

O movimento técnico de entregar creches, obras de mobilidade e pavimentação asfáltica é legítimo, mas o verniz político é o que realmente chama a atenção de quem acompanha os bastidores. Trata-se do último grande “sprint” institucional para carimbar conquistas e amarrar apoios municipais cruciais.

A Geopolítica dos Apoios: O Avanço no Interior

A estratégia de focar as entregas no interior e nas franjas da Região Metropolitana conversa diretamente com os mapas de intenção de voto. Análises de institutos como o Ipespe e o Datafolha mostram um desenho geográfico muito claro no estado: enquanto a liderança da oposição se concentra de forma robusta no Recife, a governadora tem conseguido construir uma sólida vantagem no interior do estado. 

O reflexo prático disso na formação de base é visível. Recentemente, a gestora consolidou o apoio de quase 87% dos prefeitos da Mata Sul. Nesta mesma semana, assistimos a movimentos emblemáticos na Mata Norte, como o prefeito de Ferreiros, Zé Roberto, deixando o PSB para se filiar ao PSD de Raquel, declarando apoio à reeleição da governadora. É a velha máxima da política pernambucana: quem garante o interior, equilibra o jogo na capital.

O “Funil” da Federação e as Vagas de Senado

Se as agendas de rua servem para mostrar força ao eleitor, internamente a fervura é partidária. A disputa mais acirrada do momento na base governista não é pelo topo da chapa, mas pelo Senado. A indicação da vaga na chapa de Raquel Lyra virou um braço de ferro dentro da federação formada por PP e União Brasil (a União Progressista). De um lado, a ala nacional do PP referendou o nome do deputado federal Eduardo da Fonte para o Senado. 

Do outro, o União Brasil tenta emplacar Miguel Coelho, tensionando as negociações locais. Como o espaço na chapa majoritária é curto e o apetite dos aliados é grande, a habilidade da governadora em arbitrar essa disputa sem deixar feridos pelo caminho será o grande teste de sua liderança neste segundo semestre.

O Termômetro das Urnas

O cenário consolidado aponta para um equilíbrio finíssimo. Pesquisas de intenção de voto mostram Raquel Lyra em franca recuperação de imagem e numericamente à frente nas simulações de segundo turno (com números que flutuam na casa dos 51% contra 44%). 

Com a máquina pública agora entrando em “quarentena” de publicidade oficial e inaugurações, o debate sai do diário oficial e migra definitivamente para a articulação política pura. Quem tiver mais fôlego e saliva para negociar até as convenções, larga na frente. 

Apenas para lembrar que hoje, as contas do Palácio do Campo das Princesas marcam pelo menos 150 apoios diretos de prefeitos para a reeleição da governadora.

A Conexão Brasília Pernambuco quer saber: Quem conseguirá manter-se na dianteira até a data da abertura das urnas em outubro e mais – vai ter segundo turno?