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Em Luto e Melancolia, Freud diferencia o luto da melancolia. No luto, o sujeito reconhece a perda e, pouco a pouco, se reconcilia com a realidade. Na melancolia, a perda é negada, e a dor se volta contra o próprio eu. Em vez de dizer “perdi alguém”, o sujeito sente-se “perdido”. Por isso, Finados tem uma função psíquica tão importante: ele autoriza o luto, dá lugar social e tempo simbólico à dor, impedindo que ela se transforme em silêncio destrutivo. Lamentar é, paradoxalmente, um modo de preservar a vida.
Postado em 2 de novembro de 2025
A Black Friday revela algo profundo sobre a condição humana: nossa relação complexa com o desejo e a falta. Freud descobriu que somos seres constituídos pela falta — não uma deficiência, mas o motor que nos move. O marketing explora isso vendendo não objetos, mas promessas de completude.
Postado em 26 de outubro de 2025
No fundo, a psicanálise on-line não é uma versão menor da presencial. É uma modalidade diferente, que exige reinvenção técnica e abertura teórica.
Postado em 20 de setembro de 2025
De um lado, estão os impulsos do id, com toda a potência da vida e da agressividade; de outro, o superego, que pode se tornar um juiz severo e cruel. Quando esse superego assume feições sádicas, o sujeito passa a carregar dentro de si um carrasco interno, sempre pronto a punir.
Postado em 7 de setembro de 2025
A psicanálise aprofunda essa compreensão, mostrando como somos impulsionados por um Supereu exigente e pela busca do desejo do outro, que nunca nos completa.
Postado em 31 de agosto de 2025
Com a experiência de quem há pouco mais de uma década escuta as dores da alma e observa as reviravoltas do nosso mundo, dedico-me hoje a conversar sobre um sofrimento que parece sussurrar – ou gritar – em muitos corações. Falo dos desafios que a nossa alma enfrenta nesses tempos tão conectados, onde o excesso da vida online pode, paradoxalmente, nos desconectar de nós mesmos. Para a nossa coluna no jornal do sertão, convido a um olhar mais profundo, aquele que a psicanálise nos permite.
Postado em 24 de agosto de 2025
A era digital, com sua promessa de conectar mundos e democratizar o acesso à informação, desvela-se, paradoxalmente, como um campo fértil para as mais brutais distorções da condição humana
Postado em 17 de agosto de 2025
Afinal, por que nos sentimos tão sós quando estamos tão conectados? A psicanálise contemporânea oferece algumas lentes poderosas para decifrar essa angústia
Postado em 2 de agosto de 2025
Uma reflexão psicanalítica sobre desejo, emoção e transformação
Postado em 20 de julho de 2025
Muitos adultos que se aproximam desses bebês não o fazem por capricho, mas tentam elaborar vivências dolorosas: a infertilidade, a morte de um filho, ou o vazio deixado por experiências precocemente interrompidas
Postado em 16 de junho de 2025
Aplicativos de namoro redefinem encontros, mas psicanalistas e sociólogos alertam para a superficialidade, a descartabilidade e o impacto na saúde mental. Por que “dar match” nem sempre significa amar?
Postado em 8 de abril de 2025
A partir de maio de 2025, entra em vigor a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que exige das empresas a avaliação e gestão dos riscos psicossociais no ambiente corporativo.
Postado em 2 de março de 2025