
A mídia social e seus desdobramentos POR DIEDSON ALVES
“Tornou-se um verdadeiro oxigênio na primeira ausência dele uma convulsão coletiva toma conta dos espaços. As pessoas ficam desesperadas.
Perde-se o total encanto pelas companhias, pelo prazer da refeição, pelo momento, as pessoas e principalmente os jovens, loucos, debatendo-se olham de um canto a outro, mudam de lugar em busca do precioso oxigênio: o sinal do wifi”.
Postado em 27/07/2021 11:23

Prof. Diedson Alves Mestre em Ciência da Educação
Quem foi sua grande companhia neste período de pandemia? Quem foi fiel a você? Não lhe abandonou? Quem é o protagonista nas refeições em família?
Tornou-se um verdadeiro oxigênio na primeira ausência dele uma convulsão coletiva toma conta dos espaços. As pessoas ficam desesperadas.
Perde-se o total encanto pelas companhias, pelo prazer da refeição, pelo momento, as pessoas e principalmente os jovens, loucos, debatendo-se olham de um canto a outro, mudam de lugar em busca do precioso oxigênio: o sinal do wifi.
Tudo isso para manter-se conectado, feito um sentinela, em alerta à vida instantânea produzida pelas redes sociais, os smartphones, os tabletes interligados dão a enorme sensação de tranquilidade para os pais “crianças quietas” e conforto para a juventude de forma geral que pode viver o seu mundo da “perpétua felicidade”.

Divulgação
Isso pode ser facilmente comprovado em pesquisas científicas onde apontam um público crescente entre 15 e 24 anos que não conseguem se imaginar sem o acesso permanente as redes sociais, pois é o espaço considerado por eles com o de maior atualização e interação com os amigos.
A COMSCORE, agência norte americana, através dos seus estudos apresentados no ano 2021, mostra “o Brasil concentrou a maior penetração em usuários únicos no mundo em social média e o segundo em minutos, perdendo apenas para o México. O Instagram é a plataforma com maior compartilhamento de ações”.
Vale salientar que a exposta radiografia já vinha em franco crescimento sendo potencializado pelo contexto pandêmico. Temos infinitos benefícios com as redes sociais. Ficamos a imaginar sem ela com o distanciamento físico. Como teríamos chegado até aqui.
A comunicação instantânea, a revolução da interação entre pessoas, ler, ouvir, assistir, trocar experiências, infinitos acesso à informação, a penetração a outros espaços, grupos, interações, contribuições sociais como denúncias, campanha, enfim, no entanto o excesso as redes têm trazido o adoecimento principalmente dos jovens.
Vamos seguir juntos nessa observação pegando como recorte a juventude, mas que não se enquadra exclusivamente a ela. Tem mais faixas etárias sendo contagiadas pelo mundo das redes sociais.
Irrita-se quando internet cai, oscila; perde a paciência quando não consegue fazer instantaneamente o download de uma imagem; revolta-se quando alguém demora em responder uma mensagem; observa e contabiliza todos as curtidas e visualiza publicações suas e de terceiros e questiona o porquê do melhor amigo(a) não ter curtido e aquele (a) que não fala no dia a dia – que achava que não simpatiza: curte; tem como referência modelos de felicidade e prosperidade expostos nas redes e não tem limite de tempo nem horas de acesso.
Com o relatado, tendo como base estudos recentes, dependendo de como é utilizada, a rede social pode gerar impactos negativos na sociedade, em especial, na sociedade juvenil. Como interferir num sono tranquilo, possíveis transtornos como: ansiedade, depressão, descontentamento com a vida, diversos sofrimentos psicológicos, medo de ficar fora do foco, busca de padrões de felicidade, estética, beleza presentes nas redes sociais.
Acrescentaria ainda que as gerações anteriores têm que ter cautela para não entrar nessa “onda”. Estabelecendo limites, alternativas, reflexões e principalmente educando pelo exemplo, pois como imortalizou Paulo Freire: “… quando se une teoria com a prática tem-se a práxis, a ação criadora modificadora da realidade”.
Quem é Diedson Alves: Mestre em Ciência da Educação pela UDE – Universidade de La Empresa em
Montevideu URU (2012), convalidado pela UTP – Universidade de Tuiuti do
Paraná; Graduado em Licenciatura Plena em História pela UPE – Universidade
de Pernambuco (2001) – Especialista em Psicopedagogia pela FACINTER –
Faculdade Internacional de Curitiba (2002) e Ensino de Sociologia pela UCAM –
Universidade Cândido Mendes- RJ (2019). Docente em História pelo IF-Sertão
Pernambucano (Campus Petrolina) e da Rede Particular de Ensino da Região do
Vale do São Francisco. Palestrante por meio do projeto DIÁRIO DE UM
PROFESSOR – UM ESTALO DE RAZÃO .
e-mail: diedsonalves@yahoo.com.br
Instagram: @diedsonalves
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