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Pernambuco, 21 de setembro de 2021

Educação

A mídia social e seus desdobramentos POR DIEDSON ALVES

“Tornou-se um verdadeiro oxigênio na primeira ausência dele uma convulsão coletiva toma conta dos espaços. As pessoas ficam desesperadas.
Perde-se o total encanto pelas companhias, pelo prazer da refeição, pelo momento, as pessoas e principalmente os jovens, loucos, debatendo-se olham de um canto a outro, mudam de lugar em busca do precioso oxigênio: o sinal do wifi”.

Postado em 27/07/2021 2021 11:23 , Educação. Atualizado em 27/07/2021 15:10

Colunista

Prof. Diedson Alves Mestre em Ciência da Educação

 

“A mídia social tem sido descrita como a mais viciante do que cigarros e álcool, e agora está tão arraigada na vida dos jovens que não é possível ignorá-la”. CRAMER

Quem foi sua grande companhia neste período de pandemia? Quem foi fiel a você? Não lhe abandonou? Quem é o protagonista nas refeições em família? 

Tornou-se um verdadeiro oxigênio na primeira ausência dele uma convulsão coletiva toma conta dos espaços. As pessoas ficam desesperadas. 

Perde-se o total encanto pelas companhias, pelo prazer da refeição, pelo momento, as pessoas e principalmente os jovens, loucos, debatendo-se olham de um canto a outro, mudam de lugar em busca do precioso oxigênio: o sinal do wifi.

Tudo isso para manter-se conectado, feito um sentinela, em alerta à vida instantânea produzida pelas redes sociais, os smartphones, os tabletes interligados dão a enorme sensação de tranquilidade para os pais “crianças quietas” e conforto para a juventude de forma geral que pode viver o seu mundo da “perpétua felicidade”.

Divulgação

Isso pode ser facilmente comprovado em pesquisas científicas onde apontam um público crescente  entre 15 e 24 anos que não conseguem se imaginar sem o acesso permanente as redes sociais, pois é o espaço considerado por eles com o de maior atualização e interação com os amigos.

A COMSCORE, agência norte americana, através dos seus estudos apresentados no ano 2021, mostra “o Brasil concentrou a maior penetração em usuários únicos no mundo em social média e o segundo em minutos, perdendo apenas para o México.  O Instagram é a plataforma com maior compartilhamento de ações”.

Vale salientar que a exposta radiografia já vinha em franco crescimento sendo potencializado pelo contexto pandêmico. Temos infinitos benefícios com as redes sociais. Ficamos a imaginar sem ela com o distanciamento físico. Como teríamos chegado até aqui. 

A comunicação instantânea, a revolução da interação entre pessoas, ler, ouvir, assistir, trocar experiências,  infinitos acesso à informação, a penetração a outros espaços, grupos, interações, contribuições sociais como denúncias, campanha, enfim, no entanto o excesso as redes têm trazido o adoecimento  principalmente dos jovens.

Vamos seguir juntos nessa observação pegando como recorte a juventude, mas que não se enquadra exclusivamente a ela. Tem mais faixas etárias sendo contagiadas pelo mundo das redes sociais.

Irrita-se quando internet cai, oscila; perde a paciência quando não consegue fazer instantaneamente o download de uma imagem; revolta-se quando alguém demora em responder uma mensagem; observa e contabiliza todos as curtidas e visualiza publicações suas e de terceiros e questiona o porquê do melhor amigo(a) não ter curtido e aquele (a) que não fala no dia a dia – que achava que não simpatiza: curte; tem como referência modelos de felicidade e prosperidade expostos nas redes e não tem limite de tempo nem horas de acesso. 

Com o relatado, tendo como base estudos recentes, dependendo de como é utilizada, a rede social  pode gerar impactos negativos na sociedade, em especial, na sociedade juvenil. Como interferir num sono tranquilo, possíveis transtornos como: ansiedade, depressão, descontentamento com a vida, diversos sofrimentos psicológicos, medo de ficar fora do foco, busca de padrões de felicidade, estética, beleza presentes nas redes sociais.

E qual a saída? Existe uma alternativa? A pesquisadora da Universidade Imperial de College London, alerta: “o que é prejudicial não é o tempo nas redes sociais e sim o quanto o  mundo virtual desloca os contatos e as atividades da vida real. A questão é encontrar o equilíbrio”.

Acrescentaria ainda que as gerações anteriores têm que ter cautela para não entrar nessa  “onda”. Estabelecendo limites, alternativas, reflexões e principalmente educando pelo exemplo, pois como imortalizou Paulo Freire: “… quando se une teoria com a prática tem-se a práxis, a ação criadora modificadora da realidade”.

 

Quem é  Diedson Alves: Mestre em Ciência da Educação pela UDE – Universidade de La Empresa em
Montevideu URU (2012), convalidado pela UTP – Universidade de Tuiuti do
Paraná; Graduado em Licenciatura Plena em História pela UPE – Universidade
de Pernambuco (2001) – Especialista em Psicopedagogia pela FACINTER –
Faculdade Internacional de Curitiba (2002) e Ensino de Sociologia pela UCAM –
Universidade Cândido Mendes- RJ (2019). Docente em História pelo IF-Sertão
Pernambucano (Campus Petrolina) e da Rede Particular de Ensino da Região do
Vale do São Francisco. Palestrante por meio do projeto DIÁRIO DE UM
PROFESSOR – UM ESTALO DE RAZÃO .
e-mail: diedsonalves@yahoo.com.br
Instagram: @diedsonalves
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