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Pernambuco, 21 de setembro de 2021

Educação

Mês de agosto entre fatos, superstições e coincidências

As artimanhas, as culminâncias, os acontecimentos fatídicos tornam o mês de agosto surpreendente, repleto de mistérios num jogo político que se inicia no mundo antigo romano numa disputa por vaidades e que se impregna no Brasil como o mês de acontecimentos trágicos presentes na memória nacional.

Postado em 17/08/2021 2021 13:08 , Educação. Atualizado em 17/08/2021 14:04

Colunista

Prof. Diedson Alves Mestre em Ciência da Educação

 

“A história é um profeta com o olhar voltado para trás: pelo que foi, e contra o que foi, anuncia o que será”. E. Galeano

 

E diga-se de passagem dois meses sem feriados. Inclusive, se reproduzindo atualmente no cenário nacional brasileiro, algo raro dois meses seguidos sem um feriado. De lá para cá o oitavo mês do ano é marcado,  por acirramentos, principalmente no âmbito político. Um simples olhar sobre Brasília, sobre essa primeira quinzena do mês corrente já nos dá um sinal de fortes embates e tensões cujo os desdobramentos mais profundos ainda estão por vir.

Irei pontuar essa “nuvem  augustus” insiste historicamente em sobrevoar a vida dos presidentes da república brasileiros e até presidenciáveis . O mais trágico de todos foi o suicídio do presidente Vargas cuja a sua carta testamento imortalizou “Agora vos ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História.” Um outro presidente imortalizado pelo seu audacioso Plano de Metas sobre o slogan “50 anos em 5” conhecido por sua postura conciliatória finda sua trajetória política no mês de agosto, quando lutava pelo processo de redemocratização do pais. Sofreu um acidente automobilístico na rodovia presidente Dutra, onde veio a falecer.

Renúncias inesperadas também marcaram o oitavo mês do ano.

Em 1961, o Brasil se chocou com a bizarra renúncia do presidente Jânio Quadros em meio a uma crise política e um quadro de completa confusão. Ratificando sua decisão onde afirmava em sua carta renúncia: “Forças terríveis levantam-se contra mim e me intrigam ou infamam,  de forma drástica”  após apenas sete meses de governo renunciou. O mês de agosto não poupou nem presidentes militares, Artur Costa e Silva, segundo presidente da ditadura militar, sendo responsável por editar o ato institucional número cinco (AI-5), o mais duro de todos os atos institucionais, sofreu um derrame vascular cerebral no último dia do referido mês.

Pegando acontecimentos mais recentes  a presidenta Dilma Rousseff também no fechar do mês de agosto, no dia 31 de 2016 sofreu impeachment. Sendo o segundo presidente impedido de concluir seu mandato na Nova República. Os referidos acontecimentos não se limitam a esfera federal, em Pernambuco uma das grandes lideranças políticas no contexto nacional, Agamenon Magalhães faleceu no dia 24 de Agosto. E mais recentemente o ex-governador, figura emblemática da história política pernambucana, Miguel Arraes. E a cinco anos, no mesmo 13 de Agosto, seu neto  então candidato à Presidente da República Eduardo Campos, vítima de um acidente aéreo na cidade de Santos, em São Paulo.

Longe desse professor estabelecer qualquer tipo de superstição ou estigma ao mês de agosto uma certa atmosfera de maus agouros ou mês do “cachorro louco”. Apenas abrir lacunas para reflexões e coincidências que marcam a história da política nacional.

Mas, entre crendices e fatos, pode ter certeza há muitos lideres políticos pedindo “pelo amor de Deus” que esse mês termine logo. E eu como historiador fico aguardando, na expectativa do que virá nos próximos dias e anos no que envolve o “augustus”.

 

 

Quem é  Diedson Alves: Mestre em Ciência da Educação pela UDE – Universidade de La Empresa em
Montevideu URU (2012), convalidado pela UTP – Universidade de Tuiuti do
Paraná; Graduado em Licenciatura Plena em História pela UPE – Universidade
de Pernambuco (2001) – Especialista em Psicopedagogia pela FACINTER –
Faculdade Internacional de Curitiba (2002) e Ensino de Sociologia pela UCAM –
Universidade Cândido Mendes- RJ (2019). Docente em História pelo IF-Sertão
Pernambucano (Campus Petrolina) e da Rede Particular de Ensino da Região do
Vale do São Francisco. Palestrante por meio do projeto DIÁRIO DE UM
PROFESSOR – UM ESTALO DE RAZÃO .
e-mail: diedsonalves@yahoo.com.br
Instagram: @diedsonalves
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