
A presença de uma universidade e a capacidade de transformação do ambiente que a cerca
A diferença
Postado em 26/08/2021 19:47

Geraldo Eugênio Foto: Divulgação
O que se conquistou
Uma iniciativa que se destacou pela verdadeira interiorização do ensino superior, fazendo com que, finalmente, uma universidade federal chegasse ao Sertão simultânea à Univasf no submédio São Francisco. Em uma análise direta, ao redor de trezentos professores e mais de cem colaboradores de apoio às atividades acadêmicas foram contratados pela escola, resultando em uma injeção de profissionais qualificados, nunca visto antes. Jovens de todas as regiões brasileiras, expostos a ambientes culturais diferentes e muito desses com experiência internacional que de uma hora para outra chegaram à nossa Vila Bela na condição de docentes, técnicos ou alunos.

Imagem Divulgação
Formando empreendedores
O ganho imediato foi significativo, mas o que se segue é fenomenal. Transformações em algumas cidades do interior pela existência de universidades com ênfase nas ciências agrárias são conhecidas, seja em São Paulo, com Piracicaba; Viçosa e Lavras, em Minas Gerais; Santa Maria, no Rio Grande do Sul e Mossoró, no Rio Grande do Norte. Em Pernambuco não se fazia tão claro este tipo de mudança. Crescendo a oferta de ensino superior público, seguiram-se as escolas privadas que cumprem um papel relevante e completa o cenário de ensino superior do município como um grande centro universitário que contempla as grandes áreas do conhecimento.
O que se esperar do jovem egresso de escolas públicas ou privadas?
Primeiro o bem-estar pelo conhecimento e a educação adquiridos. Seguindo-se de capacidade gerencial e empreendedora de forma que a sociedade conte com centenas de jovens qualificados. Jovens que veem o mundo com outros olhos que seus pais ou avós viram e que deverão estar prontos a enfrentar desafios próprios dessa geração em um ambiente em que o emprego público ou mesmo a atividade formal passaram por mudanças radicais.
Inovação acima de tudo
Em não se dispondo do tão desejado emprego público abundante, resta a capacidade empreendedora e o fato de que de algum modo cada um tem que participar com o capital adquirido, na forma de conhecimento tem, da sociedade que o cerca. Este é o ambiente ideal para se investir no estabelecimento de centenas de empresas em tecnologia tendo a inovação como princípio estratégico. Aqui está sendo relatado um pequeno sumário da saga dos últimos quinze anos. Mais ganhos virão. A cidade cresce à sombra do conhecimento parte dos jovens que, de outras regiões aqui aportaram fixarão residência no Pajeú, fazendo da região um ambiente ainda mais rico, diverso e criativo. Embora seja importante lembrar que há cerca de cinquenta anos o Reitor Adierson Azevedo teve seu mandato interrompido por colocar em movimento um programa de interiorização da universidade na quixotesca tentativa de transferir o Campus de Recife, para Garanhuns. A reação foi fulminante. Os tempos são outros e a Universidade soube se adaptar aos desafios que surgiram. Parabéns, UFRPE/UAST. Parabéns Serra Talhada e o Sertão de Pernambuco.