
Radicalização prejudica o debate e tensiona o Brasil
O marketing do confronto
Postado em 29/08/2021 13:04

Angelo Castelo Branco Jornalista e Escritor
Longe de protocolos e perto da confusão
E de fato o atual inquilino do Palácio da Alvorada ignora completamente o que o ex-presidente Sarney batizou de “liturgia do poder presidencial”. Ela pressupõe que um chefe da nação deva se resguardar dentro de limites prudenciais, utilizando linguagem culta e evitando a todo custo os enfrentamentos de natureza pessoal. Ou seja, tudo o que Bolsonaro não faz no seu dia a dia.
Esquerda e direita devem explicações
O atual capítulo da novela política brasileira tende para um final muito perigoso que seria o radicalismo ideológico haja vista a solene ausência de uma corrente conciliadora para acalmar ânimos e abrir espaços ao debate civilizado entre os grupos aspirantes à presidência da República. Bolsonaro e Lula devem explicações ao país porque ambos estão transitando numa faixa pouco confiável.
O atual presidente precisa mudar o tom para dialogar sem provocações e o ex-presidente petista precisa dizer se pretende chegar ao poder pela terceira vez para ressuscitar as velhas práticas de aparelhamento estatal que tantos males causaram à nação.