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Pernambuco, 21 de setembro de 2021

Política

Radicalização prejudica o debate e tensiona o Brasil

O marketing do confronto

Postado em 29/08/2021 2021 13:04 , Política. Atualizado em 29/08/2021 13:04

Angelo Castelo Branco Jornalista e Escritor

 

O presidente Jair Bolsonaro reconheceu ser impossível governar tendo que enfrentar batalhas diárias em múltiplas frentes de oposição, incluindo os outros dois poderes da República.  Porém a tendência para o confronto, que desde a campanha eleitoral de 2018 vem caracterizando os seus passos, passou a ser vista como uma espécie de marketing eleitoral em pleno andamento.

 

Longe de protocolos e perto da confusão

E de fato o atual inquilino do Palácio da Alvorada ignora completamente o que o ex-presidente Sarney batizou de “liturgia do poder presidencial”. Ela pressupõe que um chefe da nação deva se resguardar dentro de limites prudenciais, utilizando linguagem culta e evitando a todo custo os enfrentamentos de natureza pessoal. Ou seja, tudo o que Bolsonaro não faz no seu dia a dia.

 

Esquerda e direita devem explicações

O atual capítulo da novela política brasileira tende para um final muito perigoso que seria o radicalismo ideológico haja vista a solene ausência de uma corrente conciliadora para acalmar ânimos e abrir espaços ao debate civilizado entre os grupos aspirantes à presidência da República. Bolsonaro e Lula devem explicações ao país porque ambos estão transitando numa faixa pouco confiável.

 

 O atual presidente precisa mudar o tom para dialogar sem provocações e o ex-presidente petista precisa dizer se pretende chegar ao poder pela terceira vez para ressuscitar as velhas práticas de aparelhamento estatal que tantos males causaram à nação.