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Pernambuco, 21 de setembro de 2021

Educação

O Mundo à Luz de Paulo Freire . Por Diedson Alves

O ano do centenário de nascimento do patrono da educação brasileira, o pernambucano Paulo Freire, é uma grande oportunidade para se refletir sobre sua história, obra e legado.  Segundo Cortella: “Aquilo que Paulo Freire fez é algo que não é para ser repetido, serve como inspiração”. O referido educador e pedagogo é um dos intelectuais do Brasil mais referenciado, a obra, Pedagogia do Oprimido, é uma das mais citadas em pesquisas acadêmicas da área de humanas do planeta.

Postado em 31/08/2021 2021 12:51 , Educação. Atualizado em 31/08/2021 16:06

Colunista

Professor Diedson Alves Mestre em Ciência da Educação

“A leitura do mundo procede a leitura da palavra”, assim o renomado educador criou um método baseado nas experiências de vida das pessoas, no entanto, na perspectiva de Cortella “Paulo Freire não é uma unanimidade e ele mesmo diria sobre isso: Ainda bem! Porque se unanimidade fosse, seria sinal de que aquilo que pensou, refletiu, estaria sendo insosso, sem nenhum tipo de atingimento, de discussão, de debate”.

Para Gadotti, presidente de honra do Instituto Paulo Freire, “não há dúvida de que o educador pernambucano deu grande contribuição à educação para a justiça social e à concepção dialética da educação. ” Ainda destaca – a pedagogia autoritária e seus teóricos que combatem suas ideias, justamente pelo seu caráter emancipatório e dialético.

Em suma, qual o esteio da pedagogia freireana? Em que fez profundas reflexões sobre a prática docente como: “ Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda a possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas para participar de práticas com ela coerentes”.

“Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor.” “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.”     Paulo Freire /  Imagem Reprodução Net

Paulo Freire

Freire, foi aquele que via a educação como um ato político libertário a partir da consciência crítica, reflexiva de cunho transformador valorizando as experiências de vida e o diálogo entre professores e alunos, fazendo com que educando fosse um protagonista do processo de ensino e aprendizagem e não apenas um mero receptor de conteúdos meramente depositado pelo professor sem provocar uma verdadeira emancipação do ser humano.

Assim, concluo com uma tarefinha proposta pelo professor Karnal, que reflete o que nós historiadores buscamos no nosso dia a dia em sala de aula: “Leu? Analisou? Entendeu? Pronto, agora você pode ser tranquilamente contra ou a favor. Era isso que Paulo Freire sempre pedia: ler com consciência e deixar de repetir clichês de terceiros. Paulo Freire acreditava na autonomia do pensamento do aluno. ” Eu também acredito! Aliás é o que me move enquanto pessoa, enquanto educador. A capacidade transformadora que só através da educação é possível.

 

 

Quem é  Diedson Alves: Mestre em Ciência da Educação pela UDE – Universidade de La Empresa em
Montevideu URU (2012), convalidado pela UTP – Universidade de Tuiuti do
Paraná; Graduado em Licenciatura Plena em História pela UPE – Universidade
de Pernambuco (2001) – Especialista em Psicopedagogia pela FACINTER –
Faculdade Internacional de Curitiba (2002) e Ensino de Sociologia pela UCAM –
Universidade Cândido Mendes- RJ (2019). Docente em História pelo IF-Sertão
Pernambucano (Campus Petrolina) e da Rede Particular de Ensino da Região do
Vale do São Francisco. Palestrante por meio do projeto DIÁRIO DE UM
PROFESSOR – UM ESTALO DE RAZÃO .
e-mail: diedsonalves@yahoo.com.br
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