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Pernambuco, 21 de setembro de 2021

Educação

A liberdade no horizonte do Brasil

Somos uma nação de trabalhadores honestos que sonham com um Brasil melhor, somos um país economicamente viável que depois de séculos de rapinagem, não quebramos.

Postado em 07/09/2021 2021 17:06 , Educação. Atualizado em 07/09/2021 17:09

Colunista

Professor Diedson Alves Mestre em Ciência da Educação


Como professor de história sou constantemente provocado pela seguinte pergunta: Somos realmente independentes? O 7 de
Setembro representou uma real ruptura com Portugal?

Para responder  essas indagações convido você a fazer uma reflexão  histórica sobre acontecimentos relevantes que contribuíram efetivamente para a formação do Estado brasileiro e os meandros para torná-lo separado de Portugal, o que caracteriza, a priori, uma nação independente.

Pois bem, vários movimentos ocorreram ao longo do período colonial questionando direta e indiretamente a subordinação do Brasil a Portugal, destaque para o Revolução Pernambucana de 1817, que chegou ao poder durante aproximadamente 90 dias dando aquele gostinho de uma nação independente republicana a partir do nordeste.

Ao analisar os inúmeros movimentos de resistência à dominação portuguesa, cai por terra a passividade do povo brasileiro que não se mobiliza, que sempre aceitou de forma pacata as imposições lusitanas. A brava gente brasileira protagonizou momentos históricos consistentes memoráveis de identidade, coletividade, união e perspectivas futuras.

 

Família Real

A vinda da família real para o Brasil manteve a integridade territorial e contribuiu decisivamente para desarticular movimentos separatistas republicanos de inclinações populares.

Ademais, criou um estado brasileiro para servir a corte portuguesa e seu apaniguados políticos, um estado de privilégios, muito distante do bem comum e da coletividade.

Dando o sustentáculo para uma independência que manteve raízes coloniais, sem mudanças estruturais profundas, onde a escravidão se manteve, a exclusão social e a dependência econômica externa, ou seja, a liberdade ainda estava “no horizonte do Brasil”.

Mas, apesar das nossas raízes históricas não devemos ver posturas sociais e éticas como algo comum, normal, por trás disso há uma “ideologia de interesses enraizados” como reflete Boris Fausto e ainda historiador José Murilo de Carvalho, no artigo “Sobre pizzas e panetones” (“O Estado de S. Paulo”, 1/1/05). Essa atitude, diz ele, consiste em naturalizar a corrupção, que seria tão brasileira quanto o feijão com arroz, quase genética, um atributo da raça. Não haveria, pois, muito a fazer nesse campo, a não ser dar de ombros ou engrossar as fileiras da corrupção.

Somos uma nação de trabalhadores honestos que sonham com um Brasil melhor, somos um país economicamente viável que depois de séculos de rapinagem, não quebramos. É sinal que tem mais gente honesta que desonesta, tem mais gente  somando que subtraindo. Assim, apesar da liberdade ter raiado no horizonte do Brasil, luta, sonha, busca um país mais justo, mais igual, mais fraterno, mais plural, mais tolerante e de mais oportunidades para a “Brava gente brasileira!”.

 

 

 

Quem é  Diedson Alves: Mestre em Ciência da Educação pela UDE – Universidade de La Empresa em
Montevideu URU (2012), convalidado pela UTP – Universidade de Tuiuti do
Paraná; Graduado em Licenciatura Plena em História pela UPE – Universidade
de Pernambuco (2001) – Especialista em Psicopedagogia pela FACINTER –
Faculdade Internacional de Curitiba (2002) e Ensino de Sociologia pela UCAM –
Universidade Cândido Mendes- RJ (2019). Docente em História pelo IF-Sertão
Pernambucano (Campus Petrolina) e da Rede Particular de Ensino da Região do
Vale do São Francisco. Palestrante por meio do projeto DIÁRIO DE UM
PROFESSOR – UM ESTALO DE RAZÃO .
e-mail: diedsonalves@yahoo.com.br
Instagram: @diedsonalves
Instagram: @serendstudios