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Pernambuco, 03 de maio de 2026

Bem Estar

Um mês que aparece como luz. Por Diedson Alves

Dezembro sempre traz para nós brasileiros um outro sabor, é o último mês de uma “jornada”, onde envolve natal e a chegada de mais um ano.

Postado em 30/11/2021 18:03

Colunista

Prof. Diedson Alves Mestre em Ciência da Educação

Dezembro sempre traz para nós brasileiros um outro sabor, é o último mês de uma “jornada”, onde envolve natal e a chegada de mais um ano. Há sempre uma expectativa sobre o novo ano que virá. O entusiasmo, o encanto, a esperança fazem parte do décimo mês do calendário romano. E devido a um 2021 de tantas crises, enterrá-lo, dá uma sensação de vitória e a abertura de um novo ciclo, ouço com frequência: “esse ano já deu o que tinha que dar”; “chega de 2021” “não vejo a hora desse ano acabar”, promessas são feitas, novas metas são estabelecidas, novos sonhos a realizar.
Independente do final do ano, o ser humano necessita fechar etapas, abrir nossas perspectivas e o mês de Dezembro é uma ótima oportunidade, pois há um sentimento coletivo da busca de coisas novas, como diz o filósofo Cortela: “Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela, mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos – não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram”.
Esse sentimento de futuro é tão forte, nesse último mês que a procura por previsões, horóscopos, cartomantes, videntes, aumenta consideravelmente, as páginas na internet que dão parâmetros para 2022 são as mais requisitas, tudo isso fruto de um momento que por si se explica, mas também da “euforia” em torno de um ciclo pandêmico se feche e uma fase de menos incertezas se abra, consequentemente, menos expectativas, menos ansiedade e mais prosperidade.
Por outro lado as questões externas não devem ser as únicas a serem avaliadas e refletidas; numa perspectiva sartriana, somos acionistas majoritários da nossa existência, entre acordar e dormir decidimos muita coisa. Como tão bem disse Einstein: “insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes” Nossos passos devem ser incessantemente avaliados, nossos horizontes alargados, o sair da zona de conforto, que tornou se praticamente um clichê nunca foi tão necessário, sair da caverna em busca de novas referencias tornou-se uma questão de sobrevivência de uma espécie.
Portanto, que venha um novo mês repleto de esperanças, mudanças de atitudes, de ampliação do nosso protagonismo, enfim, que traga “sorte” para aqueles que estão preparados para recebe-la, como refletiu o filosofo Pondé: “as escolhas, os erros e os acertos, que me trouxeram até aqui, que minha felicidade é responsabilidade minha. Não da para ser feliz condicionando a felicidade do outro, porque no final do dia, no final do ano, o momento passa… as pessoas passam… mas você sempre vai ter você”.