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Pernambuco, 08 de agosto de 2022

Agronegócios

E o sertão tornou-se verde, que 2022 seja assim. Por Geraldo Eugênio

O postulado de Faris não prever veranicos ou estiagens intercaladas às chuvas, mas uma coisa ele adverte: em ambientes semiáridos e áridos não se deve perder a água que chegou ao solo. Logo, em se tendo sementes que sejam plantadas.

Postado em 30/12/2021 2021 18:00 , Agronegócios. Atualizado em 30/12/2021 13:23

Colunista

Geraldo Eugênio Foto: Divulgação

Chuvas antecipadas

Conforme debatido em alguns momentos nos últimos meses, a expectativa de chuvas dentro ou um pouco acima do normal se confirma. No Sertão de Pernambuco houve uma antecipação em quase todas as regiões e, no momento, há pasto disponível, além do fato que, os agricultores mais atirados anteciparam o plantio de milho e feijão de corda.

Neste mesmo instante, a notícia em um blog que trata de questões relativas à agricultura tem uma matéria de primeira página com o seguinte título: Paraguai em chamas. Essa assertiva se deve ao fato do que está ocorrendo em termos de chuvas no Cerrado brasileiro e na área contígua ao país vizinho, seca e perdas por fogo. São tempos de mudanças e um verdadeiro ponta cabeça é o que se tem em termos de clima.

Um pouco ao sul do estado, muitos municípios dos estados da Bahia, de Minas e do Espírito Santo têm recebido mais chuvas do que o usual, provocando enchentes e grandes prejuízos à agricultura ou ambientes urbanos. Os óbitos não são poucos e os prejuízos incalculáveis.

O postulado de Faris

Primeiro, quase toda a região sertaneja, à exceção do Araripe, conta com uma estação de chuvas, de aproximadamente três meses, iniciando-se no final de janeiro. Com a antecipação da quadra chuvosa admite-se que se possa utilizar a regra definida pelo professor Mohamed Faris, que enquanto líder do programa de Cereais do IPA, através de vários experimentos, chegou à conclusão que ao ocorrer 75 milímetros de chuvas em um período de duas semanas a probabilidade de se plantar sorgo e ser bem-sucedido era alta.

O postulado de Faris não prever veranicos ou estiagens intercaladas às chuvas, mas uma coisa ele adverte: em ambientes semiáridos e áridos não se deve perder a água que chegou ao solo. Logo, em se tendo sementes que sejam plantadas.

2021 passa o bastão tranquilo, apesar dos percalços

O ano, para alguns não deixará saudades. Como comprovação da situação de risco, desde há dois meses que novas cepas do vírus causador da Covid 19 são disseminadas e a pandemia continua tirando o sono de governantes sérios, mundo à fora. Os Estados Unidos e a Europa enrijecem as regras de trafegabilidade, as tensões se amontoam e parte da sociedade se comporta de modo agressivo e tribal.

Os confrontos se multiplicam e a confusão a intolerância aumenta. O negacionismo finca o pé e consegue disseminar o medo à tratamentos que aparentemente fazem parte da agenda sanitária de muitos países há um século, no mínimo.

O que deve ser feito

A população sertaneja tem que agradecer e aproveitar o momento de chuvas consistentes e tirar o melhor deste ambiente. Batendo seu pasto, capinando as roças de cultivos perenes ou semeando-se cultivares precoces, seja de qualquer cultivo. O segundo passo é continuar cumprindo com o protocolo sanitários de higiene, uso de máscara, evitar aglomerações e se vacinar. Com estes cuidados aparentemente óbvios evita-se a perda de tempo em clínicas e hospitais reduzindo as perdas ao período pré-pandemia.

Todos estão na torcida. Já é mais do que tarde a espera por uma normalização da situação e da retomada dos negócios. O sacrifício tem sido enorme, milhares de vidas foram ceifadas e milhões de postos de trabalho perdidos. Não adianta querer brincar de esconde-esconde ou de negar o que todos enxergam: enquanto não se controla o fantasma da pandemia, as atividades educativas, sociais e produtivas continuaram sob cheque.

Que cada um faça o dever de casa de modo que se possa contar com capacidade de deslocamento sem medo e que esta ameaça fique definitivamente para trás. Que se aposte em 2022 como o ano do recomeço e da redenção.