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Pernambuco, 29 de abril de 2026

Saúde

Pademia e mães solos: desafios, medo e desemprego

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o Brasil possui mais de 11 milhões de mães solo.

Postado em 28/01/2022 08:00

Colunista

Bárbara Samapio Assistente Social

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o Brasil possui mais de 11 milhões de mães solo. E a partir de 2020 com a pandemia, mais de 8,5 milhões de mulheres tiveram que sair do mercado de trabalho. Vale ressaltar que, no Brasil, 63% das casas chefiadas por mulheres se encontram abaixo da linha da pobreza.

E o que é ser mãe solo? É ser a principal responsável por cuidar dos filhos, a garantia da parte financeira da família, além de conciliar o trabalho fora de casa. Logo, se essa realidade já trazia consigo diversos desafios com a pandemia esse cenário se intensificou com os filhos assistindo aula remota, desemprego e agora tripla jornada de trabalho (criação dos filhos, trabalho, casa).

Qual o retrato das mães solo na pandemia? Segundo o IBGE, a maioria no Brasil são negras (61%) e se encontram abaixo da linha da pobreza (145,00 reais mensal por pessoa).

Qual o principal impacto da pandemia para as mães solo? Saúde Mental advindos da sobrecarga de trabalho e das dificuldades financeiras.

Qual o principal desafio da educação em isolamento escolar? A reestruturação do papel das mães que na sua maioria, segundo o IBGE são analfabetas ou não possuem um nível educacional suficiente para orientar os filhos, além da dificuldade ao acesso à internet, e computador.

Esses dados nos revelam como a rede de apoio é fundamental para as mães solo para enfrentar os medos e desafios advindos da covid -19. No entanto, é importante ressaltar que as redes de apoio existentes também passaram por mudanças – não se encontrando disponível na forma tradicional – presencial – o que intensificou os desafios e medos para as mães solo. Além disso, a análise e o contexto dos dados revelam o quão critica ainda é no Brasil as desigualdades de raça e de gênero do país, bem como da necessidade de um olhar especial e redobrado pelo Estado na implementação de políticas públicas para essas mães.