
Caatinga: o bioma da resiliência | Por Diedson Alves
Um bioma exclusivamente brasileiro, de grande riqueza e biodiversidade presente, majoritariamente, nos estados do nordeste, reúne ingredientes históricos, geográficos, sociais e culturais que merecem ser conhecidos, preservados e valorizados
Postado em 26/04/2022 19:00

“A caatinga é uma bela dormecida. Na seca dorme profundamente. No inverno acorda para revelar toda sua beleza cênica”.
Esta semana, mais precisamente, dia 28 de abril, comemoramos o Dia Nacional da Caatinga, seu nome “Caatinga” é de origem tupi-guarani que significa “mata branca”. Essa data foi criada no ano de 2003, pois, representa o nascimento do ecólogo João Vasconcelos Sobrinho (1908-1989), pioneiro nos estudos do bioma.
Com características únicas, a mesma perde a maior parte das folhas no período da seca, com uma capitação de resiliência, de sagacidade e de estratégia que lhe são peculiares.
“Em épocas de estiagem, um exemplo – boa parte da vegetação perde suas folhas, para reduzir a perda de água e em épocas de chuvas, a Caatinga ganha outra fisionomia com sua vegetação verde e florida”.
Um bioma exclusivamente brasileiro, de grande riqueza e biodiversidade presente, majoritariamente, nos estados do nordeste, reúne ingredientes históricos, geográficos, sociais e culturais que merecem ser conhecidos, preservados e valorizados.
Com tamanha riqueza, tornou-se natural a cultura regional. Com traços marcantes do referido bioma, além de contextos históricos como o messianismo, o cangaço, o coronelismo, que marcam a história do Brasil.
Como não lembrar de Luiz Gonzaga, Patativa do Assaré, com autorias retratando a origem rural, os dramas da seca, a resistência, por meio da identidade como: o clássico na voz do cearense Fagner “só deixo o meu Cariri, no último pau de arara”.
Portanto, a caatinga traz traços que marcam, não só aspectos geográficos para toda uma identidade como também manifestacões por meio de infinitas publicações: conhecer, valorizar o bioma caatinga, exaltando a própria existência de um povo, de uma cultura, de uma história que apresenta resistência a partir da sua vegetação com consistentes desdobramento num diálogo de um povo com sua realidade.