
As Ararinhas azuis voltaram para o céu do Sertão
Foram longos 20 anos sem o voo livre das ararinhas nos céus da caatinga, até esse sábado, o local escolhido foi a cidade de Curaçá, o motivo segundo a coordenação é que esse era o habitat natural da espécie, que foi considerada extinta da natureza há 22 anos.
Postado em 12/06/2022 11:27

Foto Divulgação
Oito ararinhas-azuis ganharam vida livre neste sábado (11), em Curaçá, no sertão baiano e o JS esteve presente nesse momento histórico para o meio ambiente e a população sertaneja, que prestigiou o evento.
Foram longos 20 anos sem o voo livre das ararinhas nos céus da caatinga, até esse sábado, o local escolhido foi a cidade de Curaçá, o motivo segundo a coordenação é que esse era o habitat natural da espécie, que foi considerada extinta da natureza há 22 anos.
Adaptação
A soltura é uma das etapas do Plano de ação Ararinha-Azul, coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), e parceria com a ONG ACTP e instituições privadas que apoiaram o projeto.
A ação precisou ser restrita a pesquisadores envolvidos no projeto e representantes do Ministério do Meio Ambiente, ICMBio, da Prefeitura de Curaçá e alguns moradores selecionados que tinham história ligadas as ararinhas.
À princípio cinco fêmeas e três machos que nasceram e foram criadas em um viveiro mantido pela ONG ACTP, junto com outras oito araras maracanãs, que serão responsáveis diretas pela adaptação das ararinhas no mundo selvagem da caatinga.
Todo o processo de adaptação será monitorado pelos pesquisadores por meio de um rádio colar que foi instalado em todas que foram soltas. A próxima soltura branda será realizada em dezembro, quando outras 12 ararinhas azuis ganham o céu de Curaçá.
Coletiva
Após o voo histórico, uma coletiva para imprensa foi realizada e o JS questionou sobre uma nova possibilidade de caça ilegal e como a comunidade local seria parceira, o presidente da ICMBIo, Marcos Simanovic foi preciso em sua resposta.
“Estamos trabalhando conscientizando a população para que o erro do passado não seja repetido no presente. Com as ararinhas azuis livres, a caatinga e todos que vivem nela só tem a ganhar, as oportunidades são imensas, basta pensar no empreendedorismo ambiental”, comentou.
O prefeito Pedro Oliveira expôs também que o município assumiu o compromisso de contribuir através da educação de ser um multiplicador de cuidadores da ararinha.
“Iniciamos um trabalho nas escolas municipais, antes da pandemia e agora vamos retomar esse processo para mostrar aos nossos alunos a importância de cuidarmos das nossas ararinhas azuis que votaram para casa”, declarou.
O símbolo da caatinga
A esperança dos envolvidos é que a população seja também parceira e fiscalizadora nesse processo de readaptação das aves. Até porque as ararinhas-azuis são símbolo da caatinga baiana e sem dúvidas, além de fazer parte do rico bioma, também vão gerar renda para a população através do turismo, pesquisa e artesanato.