
Quando não sabemos falar NÃO!…
Saber dizer “não” é importante para a vida, porém para muitos é um grande desafio. E, você sabe dizer não?
Postado em 21/11/2022 21:33

Algumas pessoas possuem dificuldade para expressar suas vontades, posicionar-se diante de certas situações e, principalmente, sendo a maior parcela desse grupo, a famosa síndrome… “saber dizer não” entra em ação.” O que pode refletir como perfil majoritário desse grupo de indivíduos, é a falta de autoconhecimento, podendo ter como parâmetro a falta de reconhecimento de seus próprios limites, outras vezes falta objetividade e assertividade em aceitar tudo que vem pela frente… ou até mesmo… o que jogam em sua frente… frequentemente cedem às vontades alheias ou guardam os seus desejos dentro de si, além disso, costumam negar as suas próprias vontades em detrimento da vontade dos outros.
Por um motivo ou por outro, essas pessoas vivem constantemente diante de dilemas nas quais precisam tomar decisões e adiam.
Para ilustrar um perfil desse tipo, certa vez um cliente que atendo em processo de coaching, compartilhou o quanto sofria em seu trabalho, pelos pedidos exagerados de sua chefe, para que realizasse vários serões durante a semana, e vale salientar que sem o devido pagamento de horas extras, para finalizar determinadas tarefas. Como consequências essa pessoa estava faltando aulas na faculdade, não estava indo à academia, pois tinha que estudar pela manhã, para conseguir se atualizar das matérias que perdia as aulas, e até mesmo sacrificava seu tempo em família… pergunta clássica: Fulano, por qual motivo, tendo ciência de todos esses prejuízos em sua vida, você ainda tem dificuldade e dizer não?
Resposta: “As outras pessoas não disponibilizavam ficar até mais tarde. E, quando ela me perguntava, não conseguia negar.” Ou seja, coisas assim ocorriam na sua vida pelo fato dele não conseguir dizer não e expressar os seus sentimentos.
Assim, pessoas com esse padrão de comportamento tendem inicialmente a se sentir feridas e ansiosas e, a longo prazo, com raiva de si e das outras pessoas com quem convivem.
Essa é uma ideia extremamente perigosa, pois quando permitimos tudo, damos espaço ao outro de acessar ou ultrapassar os nossos limites, e assim construirmos uma relação desarmoniosa, que muitas vezes se torna insustentável, insuportável, podendo inclusive entrar na esfera abusiva. E, o pior… a parte que está acostumada a receber o SIM deliberadamente, quando recebe o não ou as primeiras cobranças, geralmente se sente ofendida, pois desconhece esse tipo de comportamento do que vem do outro. O limite é a condição da boa relação, é quem define o que é bom e o que é ruim, permitindo que seja praticado o que faz bem à ambos e deixando de fora tudo o que faz mal. Como diz o ditado: “Combinado não sai caro.”
Impacto desse comportamento em sua saúde mental
Geralmente o indivíduo que tem dificuldade em dizer “não” costuma ter uma estrutura emocional fragilizada. São pessoas que não tem autoconhecimento aprofundado e, por isso, não respeitam seus próprios limites. Muitas têm dificuldade de se colocar diante da vida e dos outros, entretanto é necessário aprender que em determinadas circunstâncias dizer “não” é a ação mais adequada que podemos dar a alguém, na expectativa de não magoar o outro, há quem acabe se machucando e muito emocionalmente.
Isso porque dificilmente conseguiremos atender a tudo e a todos, sem perder algo no caminho e, muitas vezes, para não “manchar” nossa carreira, nossa reputação de boa praça, sacrificamos nossas noites de sono, alimentação saudável, o tempo de qualidade com as pessoas que amamos, enfim, nos perdemos de nós mesmos.
Invertemos as prioridades e deixamos de lado as necessidades básicas do ser humano, só que para a nossa saúde mental e física o “não” deve fazer parte das nossas vidas.
Como aprender esse novo padrão?
Como internalizar a ideia de que falar “não” em certas circunstâncias é saudável, e como ganho teremos em mãos o domínio dos nossos próprios limites?
Para alguns especialistas, o primeiro passo é entender que toda escolhe traz consigo uma renúncia, ou seja, a tentativa de preservar algo ou alguém pode produzir justamente o efeito contrário ao desejado. Quando desejamos proteger o outro da frustração, e assumimos a parte que de certa maneira era de sua responsabilidade, estamos criando condições para que de alguma maneira, essa pessoa permaneça na inércia e fique atrofiado diante da vida. Imagine que quando nos frustramos é como se caísse um peso sobre a nossa cabeça, e para conseguir retirar esse peso, precisamos de músculos emocionais. O mesmo ocorre quando somos protegidos da frustração, nós não desenvolvemos essa musculatura e ficamos atrofiados, e pior ainda, nos sentindo abandonados pelo outro.
Vamos então conhecer algumas estratégias para aprender esse novo padrão: