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Pernambuco, 19 de fevereiro de 2026

Coluna Comunicação Social

Maio Laranja: Mês da prevenção ao abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes

. O 18 de maio, instituído por lei Federal em 2000, é mais do que uma data simbólica: é um grito coletivo por justiça, visibilidade e proteção da infância.

Postado em 03/05/2025 10:58

Colunista

 

O mês de Maio, e em especifico a data 18 de maio, marca o compromisso da sociedade brasil . O 18 de maio, instituído por lei Federal em 2000, é mais do que uma data simbólica: é um grito coletivo por justiça, visibilidade e proteção da infância. leira com a proteção da infância e o enfrentamento de uma violência que muitas vezes se esconde dentro de casa. No Brasil, milhares de crianças e adolescentes são vítimas de abuso e exploração sexual todos os anos. Muitos desses casos acontecem no ambiente familiar, escolar ou comunitário — lugares que deveriam oferecer segurança. O 18 de maio, instituído por lei Federal em 2000, é mais do que uma data simbólica: é um grito coletivo por justiça, visibilidade e proteção da infância.

Essa data foi escolhida em memória de Araceli Crespo, uma menina de 8 anos que, em 1973, foi raptada, drogada, violentada e assassinada em Vitória (ES). Os acusados, pertencentes a famílias influentes, nunca foram punidos. O crime bárbaro e a impunidade geraram comoção nacional e se tornaram símbolo da necessidade urgente de enfrentar a violência sexual infantil.

Apesar dos avanços legislativos e da crescente mobilização social, o problema persiste em todo o país. Segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, só em 2023, o Disque 100 registrou mais de 70 mil denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes. A maioria das vítimas é do sexo feminino, entre 7 e 14 anos. Em mais de 80% dos casos, o agressor é alguém próximo — pai, padrasto, tio ou vizinho.

Esses números, no entanto, são apenas a ponta do iceberg. Muitos casos nunca são denunciados. O medo, a vergonha, a culpa e até a dependência emocional e financeira impedem que as vítimas falem. Por isso, o papel da sociedade é fundamental para quebrar o silêncio.

De acordo com especialistas, alguns sinais podem indicar que uma criança ou adolescente está sofrendo violência sexual: Medo excessivo, retraimento ou agressividade sem causa aparente; Mudanças bruscas de comportamento ou desempenho escolar; Problemas de sono, pesadelos frequentes, enurese (xixi na cama); Conhecimento sexual inadequado para a idade; Dores ou machucados nas partes íntimas.

 

Carolina Fonseca, oficial de Proteção contra Violências do UNICEF Brasil, destaca a importância da vigilância e da escuta ativa para identificar sinais de abuso em crianças pequenas: “Quando a gente fala da criança pequena, é muito importante que todos os serviços por onde essa criança passa estejam muito atentos a sinais.”  Essa fala foi proferida durante o lançamento do relatório Panorama da Violência Letal e Sexual contra Crianças e Adolescentes no Brasil 2021-2023, divulgado em agosto de 2024. O estudo revelou que, entre 2021 e 2023, o Brasil registrou 164.199 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes até 19 anos, com uma média de uma ocorrência a cada 8 minutos em 2023 .

Logo, a campanha nacional de 2025 segue com o lema “Faça Bonito. Proteja nossas crianças e adolescentes.” O símbolo é uma flor amarela, representando a delicadeza da infância e a urgência de protegê-la. Durante todo o mês de maio, escolas, instituições públicas, ONGs e comunidades realizam ações de sensibilização em todo o país.

Como você pode ajudar? Denuncie qualquer suspeita de abuso: Disque 100 ou procure o Conselho Tutelar; Fale com crianças e adolescentes com escuta ativa, sem julgamento; Participe de ações de conscientização e compartilhe informação; Não se cale diante da violência — sua atitude pode salvar vidas. Visto que, proteger a infância é dever de todos nós.

Portanto, o 18 de Maio é um chamado à ação. É o dia de lembrar que, por trás das estatísticas, existem vidas marcadas, infâncias interrompidas e histórias que precisam ser ouvidas. Combater o abuso sexual infantil é uma luta que começa em casa, passa pela escola, pela rua, pela internet — e exige responsabilidade de toda a sociedade. Denunciar é um ato de amor. Proteger é um dever coletivo.