
12 de junho: um grito global pelo fim do trabalho infantil
Segundo dados mais recentes do IBGE, mais de 1,7 milhão de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos estão em situação de trabalho infantil no país — muitas vezes em condições insalubres, perigosas e ilegais.
Postado em 11/06/2025 09:07

No dia 12 de junho, o mundo volta seus olhos para uma das mais persistentes violações de direitos humanos: o trabalho infantil. A data marca o Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, criado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 2002, com o objetivo de conscientizar a sociedade, mobilizar governos e reforçar políticas públicas que garantam o direito das crianças à infância, à educação e à proteção. Segundo dados mais recentes do IBGE, mais de 1,7 milhão de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos estão em situação de trabalho infantil no país — muitas vezes em condições insalubres, perigosas e ilegais.
É importante ressaltarmos que, apesar de avanços significativos nas últimas décadas, o trabalho infantil ainda é uma realidade para milhares de crianças brasileiras. Segundo dados mais recentes do IBGE, mais de 1,7 milhão de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos estão em situação de trabalho infantil no país — muitas vezes em condições insalubres, perigosas e ilegais.
Essas crianças, em vez de estarem na escola ou brincando, estão em plantações, feiras, oficinas, cozinhas, construções e até em situações de exploração nas ruas. Esse ciclo compromete não só o desenvolvimento físico e emocional dos jovens, mas também perpetua a pobreza e a exclusão social.
Nesse ano de 2025, o tema da campanha do 12 de Junho reforça o papel coletivo no combate ao trabalho infantil. A mensagem é clara: sociedade civil, empresas, escolas, famílias e governos precisam unir esforços para enfrentar esse problema complexo, que muitas vezes está escondido dentro das casas ou normalizado em comunidades inteiras.
Nessa direção, especialistas apontam que o enfrentamento exige uma abordagem integrada: combate à pobreza, garantia de acesso à educação de qualidade, assistência social eficaz e fiscalização do trabalho infantil em áreas urbanas e rurais.
Vale destacar que, estudos mostram que crianças envolvidas em trabalho precoce têm desempenho escolar mais baixo, maior evasão e menor expectativa de renda na vida adulta. Visto que, a escola é o principal instrumento de proteção, quanto mais tempo a criança passa em um ambiente educativo e acolhedor, menor a chance de ela ser levada ao trabalho precoce.
Desse modo, a população também pode e deve participar da luta. Casos suspeitos de trabalho infantil podem ser denunciados anonimamente pelo Disque 100 (Disque Direitos Humanos), pelo aplicativo Proteja Brasil ou diretamente aos conselhos tutelares e ao Ministério Público do Trabalho (MPT).
Portanto, no 12 de junho, reflita: que tipo de futuro estamos construindo se permitimos que nossas crianças trabalhem antes da hora? Proteger a infância é garantir que cada criança tenha o direito de ser criança.