
Saúde Mental em Rede: Como o mundo digital está moldando emoções e relações
Estudo da Universidade de São Paulo (USP), divulgado em 2025, aponta que o uso excessivo de redes sociais está diretamente associado ao aumento de sintomas de ansiedade em jovens entre 15 e 29 anos
Postado em 15/07/2025 19:30

Estudo da Universidade de São Paulo (USP), divulgado em 2025, aponta que o uso excessivo de redes sociais está diretamente associado ao aumento de sintomas de ansiedade em jovens entre 15 e 29 anos. A comparação constante com padrões irreais de beleza e sucesso, o vício em validação por curtidas e a sobrecarga de informações têm provocado efeitos emocionais profundos.
Atualmente, o fenômeno do “scroll infinito” prende o usuário em ciclos de dopamina que afetam o sono, a produtividade e até a autoestima. É uma geração conectada, mas cada vez mais solitária.
No entanto, vale ressaltar que, não são apenas os jovens. Muitos adultos relatam sensação de esgotamento, comparação profissional e FOMO (medo de estar perdendo algo) por conta do excesso de tempo online. A pandemia e o home office aceleraram a digitalização das relações, mas também borraram os limites entre vida pessoal e trabalho.
Apesar dos riscos, a tecnologia também tem oferecido soluções. Aplicativos de meditação, terapia online e plataformas de escuta acolhedora têm ganhado popularidade. Em 2025, mais de 12 milhões de brasileiros já experimentaram algum tipo de atendimento psicológico digital. Dessa forma, pessoas de cidades pequenas, que não tinham contato com profissionais de saúde mental, agora fazem sessões semanais pelo celular.
Isso nos ratifica no dia a dia, o quanto as escolas e empresas começam a perceber que saúde mental precisa ser tema central. Algumas instituições já inserem disciplinas de inteligência emocional e práticas de autocuidado. Precisamos ensinar crianças e jovens a lidar com frustrações, limites e escolhas desde cedo.
Portanto, vivemos em uma era onde o digital é inevitável e está tudo bem. O desafio está em aprender a usar a tecnologia a favor do bem-estar, estabelecendo limites e criando espaços de escuta e cuidado. Visto que, a saúde mental não é mais tabu: é prioridade.