Pernambuco encerrou 2025 com a menor taxa de desemprego desde 2014. O Estado registrou 8,7% da força de trabalho desocupada no ano passado, resultado 25% inferior ao observado em 2024 — uma queda de 2,2 pontos percentuais. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta sexta-feira (20) pelo IBGE.
“O resultado da PNAD Contínua é o espelho de um Estado que só avança. Fechamos 2025 com a menor taxa de desocupação em mais de uma década. Esse quadro é fruto do trabalho para garantir que Pernambuco seja uma terra atrativa para empreendedores e geradora de oportunidades. Hoje temos menos pessoas desempregadas e o maior crescimento médio da renda no Brasil”, afirmou a governadora Raquel Lyra.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Guilherme Cavalcanti, os números confirmam o fortalecimento do ambiente de negócios e a ampliação das oportunidades de qualificação profissional no Estado. Já o secretário de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo, Manuca, destacou que a redução do desemprego de 16% para 8,7% representa milhares de pernambucanos com mais renda e perspectiva.
De acordo com a pesquisa, o número de pessoas desocupadas caiu 16,9% entre o quarto trimestre de 2024 e o quarto trimestre de 2025. Em números absolutos, são cerca de 74 mil pernambucanos a menos em situação de desemprego no período.
Ocupação em alta
O total de pessoas ocupadas passou de 3.637.000 no quarto trimestre de 2024 para 3.768.000 no mesmo período de 2025 — um acréscimo de 130.980 trabalhadores, considerando empregos formais e informais.
Rendimento médio cresce 6%
O rendimento médio habitual também avançou. Em 2025, o salário médio no Estado foi de R$ 2.666,00, crescimento de 6% (R$ 152,00 a mais) em relação ao ano anterior.
Na comparação com o início da atual gestão, o aumento acumulado chega a 31%, o equivalente a R$ 633,00 a mais no rendimento médio dos pernambucanos — índice apontado como o maior do Brasil.
A PNAD também revelou queda de 8,6% no número de pessoas que haviam desistido de procurar emprego por falta de oportunidades, passando de 225.874 para 207.927.
Sobre a pesquisa
A PNAD Contínua, realizada pelo IBGE, acompanha as flutuações trimestrais e a evolução da força de trabalho no curto, médio e longo prazos. A pesquisa tem como unidade de investigação o domicílio e produz indicadores trimestrais sobre o mercado de trabalho, além de informações anuais que auxiliam no acompanhamento do desenvolvimento socioeconômico do país.