
Recantos repletos de belezas e encantos que só se vê no Sertão
O Por Cada Canto desta edição fez diferente! Mais do que falar das belezas de um cantinho específico do Sertão, resolvemos embarcar em um tour por cinco cidades aniversariantes do mês de outubro, que nos presenteiam com encantos e histórias fortes, que tornam a região sertaneja ainda mais rica e preciosa. Embarque nesta viagem e encante-se!
Postado em 05/10/2020 06:09

Praça principal de Santa Cruz da Baixa Verde, no Sertão do Pajeú – Foto:(Divulgação)
Nosso primeiro ponto de parada é a querida Jucati,que começou, em 1915, como Sítio Ouricuri, espécie conhecida pelos índios como Ariri, planta de sabor apetitoso, vendida nas feiras livres, enfiada em um cordão de rosário. Em 1931, foi emancipada da condição de Vila ao município de Jucati.
A nossa próxima cidade está localizada onde antes, no século XVIII, funcionava a Fazenda São João. Em 1993, a cidade foi submetida a região geográfica de Petrolina, sendo desmembrada, em 1991. A origem do nome da cidade vem de uma história curiosa. Reza a lenda que um cavalo que vivia nas terras do atual distrito de Santa Cruz fugia constantemente para uma lagoa e costumava ficar deitado. Com isso, passou a ser chamado de Dormente, nome que também batizou uma lagoa próxima a região. Dormentes é a capital da caprinovinocultura, devido a força da criação de caprinos e ovinos que se dá por lá. Dessas atividades, surgiu a maior feira de caprinos e ovinos de Pernambuco, a Caprishow, realizada, anualmente, nos mês de maio.
No Sertão do Pajeú, chegamos ao município de Santa Cruz da Baixa Verde, que ensaiou os primeiros passos da sua história ao lado do município de Triunfo, ao qual foi ligado por muito tempo. Apenas em outubro de 1991, aconteceu a emancipação política. Daí, então, Santa Cruz da Baixa Verde se consolida como Capital da Rapadura, cuja atração principal são os engenhos, que celebram esta patente na tradicional Feira da Rapadura, realizada anualmente no mês de outubro. Uma das atrações principais deste evento é a rapadura gigante que pesa 5.000 kg. Dentre as belezas que mais chamam atenção, estão a Cratera da Penal, o artesanto, com destaque para as sandálias de couro, as peças de corda e palha, além das esculturas em mel e os bordados.
Nossa viagem desembarca, agora, na “Cidade Feliz”, João Alfredo. Cidade de muitos atrativos, possui uma das maiores feiras de gado do estado. Na zona rural, as suas belas e encantadoras trilhas fazem um convite constante para o turismo ecológico. Percorrendo João Alfredo, dá pra se encantar de várias maneiras com o artesanato, o bordado manual e a gastronomia. As festas culturais, sincréticas e religiosas possuem tradição em João Alfredo. Tem a Missa de São Bento, o Festival da Cultura em outubro, a Festa de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da cidade e Ciclo Natalino.
Nosso tour se encerra em Salgadinho, cidade surgida do século XVIII, a partir da fazenda dos Alves Camelo, considerados os primeiros habitantes. O casal construiu uma capela dedicada à Nossa Senhora das Dores, porém, se deram conta de que faltava o sino. Segundo a lenda, um grupo de tropeiros passavam pelo local, trazendo uma carga pesada. Ao pararem para descansar, se deram conta de que um sino que estava na bagagem era bastante pesado. Decidiram vender o objeto à família Alves Camelo, completando a construção. Seguindo com a história, o distrito de Salgadinho desvinculou-se do território de Bom Jardim, em seguida de João Alfredo, alcançando a emancipação em dezembro de 1963.