
Redução na taxa de juros aumenta a procura por casa própria no Sertão
Redução da taxa de juros e a não absorção do custo dos insumos, neste momento, impulsionaram a busca por imóveis
Postado em 11/12/2020 09:40

Foto: Divulgação
O setor imobiliário apresente desde setembro, apesar da pandemia, aumento no volume de vendas, um resultado considerado positivo se comparado com o mesmo período de anos anteriores.
É o que revela o Índice de Velocidade de Vendas(IVV) elaborado pelo Sistema Fiepe com base no mês de setembro, o relatório aponta que de todos os imóveis vendidos em Pernambuco, 61,72% estavam nos estágios de planta e fundação e foram financiados por diversos tipos de recursos, desde as linhas de crédito bancários e outras fontes. Isso esse comportamento do mercado demonstra que no mês de julho, às vendas de imóveis nestes mesmos estágios foi de 47,74%, ou seja, houve um aumento de 13,98%. Esses números são confirmados pelo diretor de Obras e Relações Institucionais do Sindicato das Indústrias da Construção em Pernambuco (Sinduscon-PE), que atua em Petrolina, Albanio Venâncio.
Aumento na busca da casa própria
“Albânia Venâncio diz que houve um aumento na busca pela casa e apartamento próprio em Petrolina. Esse aumento, que se expressa em plena a pandemia, é fruto da redução histórica nas taxas de juros operadas pela Caixa Econômica Federal e pelo fato de muitas construtoras e incorporadoras estarem lançando mão de novas estratégias para não repassar os reajustes nos preços dos insumos para o preço final do imóvel”, finaliza Venâncio.
O presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi -PE), Avelar Loureiro, sinaliza que o cenário favorável deve consolidar uma perspectiva de crescimento de 10% do setor imobiliário. “Houve uma redução da taxa Selic de 5,5% para 2%, o que fez com que esperássemos essa redução de juros. Outra iniciativa que ajudou bastante o setor foi a redução de meio ponto percentual na taxa de juros do crédito imobiliário. Atualmente, a Caixa trabalha com o piso de 6,25% mais taxa referencial (TR) e o teto que foi reduzido de 8,5% para 8% mais TR.
Segundo dados do Sinduscon-PE, em Petrolina, por exemplo, o custo do metro quadrado está em torno de R$ 3.500 a R$ 6.500, dependendo do formato e tipo de acabamento implementado no imóvel. Todos os apartamentos com valores em R$ 2 mi e R$ 2,7 mi estão vendidos. Para o diretor de obras e relações institucionais do Sinduscon-PE, Libânio Venâncio, o maior gargalo do setor está na produção e na oferta de insumos, o que depende da retomada do setor de produção para ser normalizado. “Embora tenha havido a flexibilização dos decretos de prevenção à Covid-19, o setor industrial leva um determinado tempo para retomar à normalidade produtiva.
A nossa expectativa é de que o setor retome o seu ritmo normal de produção apenas a partir de fevereiro do próximo ano. Enquanto isso não acontecer, vamos ter que conviver com a escassez e o aumento no preço desses insumos, “ reflete Venâncio.
JS Cidades
Edição : Antônio José