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Pernambuco, 03 de maio de 2026

Bem Estar

Um ciclo chamado vida. Por Diedson Alves

“Não morre aquele que deixou na terra a melodia de seus cânticos na música de seus versos”, e isso nos acalenta pelo legado deixado por aqueles que partiram, na certeza que não é o fim, como tão bem imortalizou Cora Coralina, alegrias vividas ficam, grandes lembranças, exemplos enfim, toda uma trajetória admirável.

Postado em 09/11/2021 18:30

Jornalista ,

Prof. Diedson Alves Mestre em Ciência da Educação

Semana passada fiz uma abordagem histórica e filosófica sobre o dia de finados. Hoje ainda prolongo a referida reflexão sobre o momento em que o ciclo da nossa existência se fecha. Com os últimos adeus não tem como buscar outro viés para esse espaço que não seja um tom de despedida, saudade mas também de ressignificados diante da própria existência.
“Não morre aquele que deixou na terra a melodia de seus cânticos na música de seus versos”, e isso nos acalenta pelo legado deixado por aqueles que partiram, na certeza que não é o fim, como tão bem imortalizou Cora Coralina, alegrias vividas ficam, grandes lembranças, exemplos enfim, toda uma trajetória admirável.
Passei o dia pensando, por mais que a perspectiva filosófica ou religiosa trate a morte como algo inevitável que não está relacionada a um tempo ou lugar específico, simplesmente acontece, a forma com que ela nos apresenta, nos confronta, nos tira do prumo, nos enche de questionamentos, de mistérios, de angústias provocando um grande encontro conosco mesmo.
Assim ratifica o professor Allan Kellehear “… A conduta no morrer revela as forças sutis, íntimas e desapercebidas em nossa vida cotidiana que moldam nossa identidade e individualidade”. Acostumar com a dor? Buscar confortos? Rever a própria vida? Não questionar, apenas aceitar? Ser forte? Enfim vários são os conselhos, dicas, orientações. No qual, vamos nos encontrando diante das lacunas, pois como escreveu o professor Leandro Karnal: “Nós ficamos para continuar a luta de significado. Morrer é inevitável, viver bem é uma arte diária”
Meus sentimentos mais profundo, Família Jornal do Sertão!!!