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Pernambuco, 19 de junho de 2026

Cidades

A gasolina mais cara de Pernambuco é do Sertão

Petrolina, Araripina e Serra Talhada foram o ranking; Confira também porquê o fim do congelamento do ICMS pode provocar mais altas nos combustíveis.

Postado em 17/01/2022 17:00

Colunista
Jornalista ,

Fim do congelamento do ICMS pode provocar mais altas nos combustíveis. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Segundo o Sistema de Levantamento de Preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), das 14 cidades pesquisadas em Pernmabuco, três municípios sertanejos formam o ranking dos preços mais caros da gasolina do Estado. O levantamento foi feito entre os dias 9 e 15 deste mês de janeiro.

Sertão é 1º, 2º e 3º lugar

O preço médio da gasolina mais caro de Pernambuco é encontrado em Petrolina, no Sertão do São Francisco (R$ 7,28). Em segundo lugar vem Araripina, no Sertão do Araripe, onde a gasolina custa em média R$6,97. O terceiro município do ranking é Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, onde a gasolina tem uma média de preço de R$ 6,57.

ICMS Descongelado

Os condutores de veículos têm ainda mais razões para se preocupar. Na última semana, por maioria de votos, os governos estaduais decidiram encerrar o congelamento do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis que vigorava desde novembro. A medida foi decidida durante a reunião do Comitê Nacional dos Secretários Estaduais de Fazenda (Comsefaz).

Como os governadores decidiram não renovar o congelamento, no dia 31 de janeiro acontecerá o descongelamento do ICMS. Segundo o Comitê, o que motivou a medida foi último anúncio da Petrobras que elevou o preço dos combustíveis nas refinarias nesta semana, a gasolina subiu 4,85%, e o diesel aumentou 8,08%.

Como reduzir o valor dos combustíveis?

O ICMS é calculado como um percentual do preço final, isso faz com que o imposto flutue conforme os preços nas bombas, subindo quando a Petrobras reajusta os preços nas refinarias e baixando quando ocorre o contrário. Por isso, os governadores defendem a criação de um fundo de estabilização dos preços dos combustíveis, que evitaria repasses ao consumidor e, ao mesmo tempo, bancaria eventuais prejuízos da Petrobras quando o preço internacional do petróleo e o dólar sobem.

Já a proposta aprovada pela Câmara dos Deputados em outubro do ano passado, mas que não avançou no Senado Federal, muda o cálculo da tributação e determina que o ICMS cobrado em cada estado será calculado com base no preço médio dos combustíveis nos dois anos anteriores. Atualmente, o ICMS aplicado nos combustíveis tem como referência o preço médio da gasolina, do diesel e do etanol nos 15 dias anteriores em cada estado. Ou seja, a cada 15 dias, a base de cálculo muda – e passa a incluir a oscilação recente no preço.