
Do sertão ao cais, chapas definidas | Por Welington Júnior
A diversidade é salutar. Todos precisam se sentir representados e que essa inclusão não seja só estratégica, para eleição, mas uma política de gestão.
Postado em 01/08/2022 08:00

Welington Júnior Jornalista, especialista em gestão pública e mestre em educação; professor universitário e gestor de marketing
Após as convenções das principais candidaturas ao governo de Pernambuco para as eleições deste ano, os membros que faltam para a chapas foram apresentados e homologados.
Em um estado de magnitude longitudinal, contemplar todas as regiões era fundamental na composição política, dentro de um cenário bem apertado, onde o municipalismo reina – afinal, temos três ex-prefeitos de regiões diferente na disputa.
A forçada regionalização foi um traço bem pertinente nessa construção eleitoral. Grande maioria dos candidatos buscaram companheiros de jornada que representassem, de certa forma, diferentes regiões do grande Pernambuco.
Raquel Lyra (PSDB) e Miguel Coelho (UB) conseguiram construir, cada um, chapas bem plurais no sentindo regional. A ex-prefeita de Caruaru, maior colégio eleitoral do interior do Estado e com forte penetração no agreste, foi buscar na Região Metropolitana, a beira do cais, sua companheira de chapa: a respeitada e reconhecida deputada estadual Priscila Krause ( Cidadania). Para completar seu time e sua estratégia de redução de danos, faltava alguém do Sertão. E da região surgiu, nas últimas horas, o nome do ex-prefeito e ex- deputado Guilherme Coelho (PSDB) para a disputa ao Senado Federal.
Outro que conseguiu montar uma chapa plural no quesito regionalismo foi Miguel Coelho. Vindo do sertão, Miguel encontrou na deputada estadual Alessandra Vieira ( UB) a via para chegar bem ao Agreste, base política de sua companheira de caminhada. Mas faltava a chegada ao mar que foi resolvida com a indicação a disputa pelo senado do empresário Carlos Lima (UB), que concorreu a prefeitura do Recife em 2020, obtendo pouco mais de 13.900 votos.
Diferente dos dois primeiros, Marília Arraes (SD) montou a chapa pelo critério eleitoral, de força política, por isso foi a primeira a anunciar a composição total. Para regionalizar um pouco e trazer o Sertão para a composição, – já que, mesmo sem ter sido o critério ela já representaria o litoral e o seu vice , Sebastião Oliveira (Avante), e o candidato a senador , André de Paula (PSD), outras regiões o estado – ela escalou o ex-prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio (Agir 36) para ser primeiro suplente de André de Paula.
A chapa mais metropolitana entre as principais do pleito é a de Anderson de Oliveira (PL), o candidato de Bolsonaro. Anderson é ex- prefeito de Jaboatão dos Guararapes, segundo maior colégio eleitoral do Estado, e vizinho de Recife. Para sua companhia no cargo de vice, a escolha também vem da beira do cais, de Olinda, o terceiro maior colégio eleitoral de Pernambuco. A Advogada Izabel Urquiza ocupará esse cargo. Ao senado, ele tem o ex-ministro Gilson Machado, que não tem uma base eleitoral regional definida.
A diversidade é salutar. Todos precisam se sentir representados e que essa inclusão não seja só estratégica, para eleição, mas uma política de gestão.