
O que a maioria dos brasileiros erra nas finanças e as nove dicas para organizar o orçamento em 2026
Especialistas apontam erros comuns no controle do dinheiro e indicam caminhos práticos para sair do endividamento e começar 2026 com mais equilíbrio financeiro
Postado em 08/01/2026 14:14
Mesmo com o crescente interesse dos brasileiros por finanças pessoais, organizar o orçamento ainda é um desafio para a maioria. Dados da 17ª edição do Observatório Febraban mostram que 55% da população afirmam ter pouco ou nenhum conhecimento em educação financeira, apesar de 75% dizerem que se preocupam com o controle do dinheiro. Esse descompasso entre intenção e prática faz com que decisões cotidianas acabem resultando em dívidas, atrasos e falta de planejamento — um problema que tende a se agravar diante da renda limitada e do alto custo de vida.
Para Camila Poltronieri Flaquer, Head de Cobrança Digital (B2C) da Recovery, organizar as finanças para ter um 2026 mais leve não exige fórmulas complexas: “Educação financeira é, antes de tudo, clareza. Quando a pessoa entende quanto ganha, quanto gasta e o que pode ajustar, o planejamento aparece e as decisões ficam menos pesadas”, afirma.
A seguir, reunimos nove passos simples para quem quer começar o ano com mais controle, rumo ao fim das dívidas e ao alcance da organização financeira.
O primeiro movimento é simples: saber exatamente quanto dinheiro entra na conta e quanto sai. Para isso, é importante montar um orçamento claro, com todas as receitas (entradas) e despesas (saídas), assim se torna fácil visualizar para onde o dinheiro está indo e se o mês fechará no azul (saldo positivo) ou no vermelho (saldo negativo). Devem entrar nesse controle desde as despesas fixas até os pequenos custos diários como cafés e carros de aplicativo, que costumam passar despercebidos, mas fazem diferença ao final do mês.
O cartão de crédito segue como o principal vilão do endividamento dos brasileiros, especialmente quando entram na fatura parcelada ou no crédito rotativo. O cheque especial, com juros ainda mais altos, completa a lista de dívidas críticas que criam a famosa “bola de neve”. Empréstimos pessoais e consignados, embora mais baratos, também pesam quando usados sem planejamento. Já financiamentos de casa e carro comprometem parte fixa da renda por muitos anos.
Por isso, organizar todas as dívidas, ter controle do valor total das dívidas, já com juros, parcelas e prazos, é essencial para definir prioridades e estratégias de quitação. Para ter acesso a essas informações, a dica é entrar em contato com as instituições credoras ou de renegociação de dívidas, como a Recovery.
Negociar custos e revisar hábitos de consumo torna-se mais viável quando todos os membros da família dividem responsabilidades e se empenham em gerar alguma renda mensal. Conversas francas sobre gastos com alimentação fora de casa, assinaturas recorrentes, planos de telefonia e compras por impulso ajudam a encontrar pontos de corte sem grandes traumas. A organização financeira é muito mais eficiente quando vira um projeto coletivo e os familiares se unem para equilibrar a vida financeira.
Em algumas situações, vender um bem pode ser a saída mais inteligente em prol das finanças pessoais. Um carro, por exemplo, traz custos mensais expressivos — combustível, seguro, manutenção, IPVA, que muitas vezes pesam nas finanças pessoais. Reduzir ou eliminar despesas pode ser decisivo para reorganizar a vida financeira, abrir espaço no orçamento e permitir novos planos no futuro.
Uma renda extra pode acelerar a saída do endividamento ou ser um ponto de partida para ter uma reserva financeira para lidar melhor com imprevistos e sonhos. A ideia não é trabalhar dobrado, mas aproveitar habilidades existentes, sempre que possível: cozinhar marmitas, vender produtos, dar aulas, fotografar festas, prestar pequenos serviços ou fazer trabalhos pontuais online. Mesmo que a renda extra conquistada seja poucas, vale lembrar que pequenas quantias mensais podem fazer muita diferença quando usadas com estratégia.
Depois de organizar o orçamento e identificar quanto você tem disponível por mês para sair da inadimplência, chega a hora de renegociar suas dívidas em aberto. Para começar, saiba que pagamentos à vista costumam garantir descontos maiores. Para quem não tem essa possibilidade, alongar o prazo ou consolidar várias dívidas em uma só, pode facilitar o controle e quitação desses valores. Ficar de olho em programas de incentivo do governo como o Desenrola Brasil, disponibilizado no começo de 2025, e negociações diretas com empresas especializadas, que oferecem descontos significativos, como é o caso do Mega Feirão do Nome Limpo da Recovery, que apresenta até 99% de desconto na quitação de dívidas, além parcelamento em até 48 vezes, com valor mínimo de R$50 via PIX ou boleto bancário.
Poupar é hábito e não importa se o valor guardado no começo for pequeno. Começar com R$30 por mês já cria um colchão capaz de evitar novos endividamentos no futuro. A reserva deve permanecer num investimento de liquidez rápida (como a poupança) e só ser usada em situações urgentes, como despesas médicas, imprevistos domésticos ou alimentação.
Quanto mais cartões de crédito, maior a chance de perder o controle. Reduzir a quantidade, anotar compras parceladas e pagar sempre o valor total da fatura são hábitos que evitam que o crédito, um recurso útil, se transforme numa armadilha. Deixar o cartão em casa e priorizar o débito pode ajudar quem costuma agir por impulso.
Os gastos invisíveis são silenciosos, mas poderosos. Delivery de refeições usado com frequência, deslocamento com carros de aplicativo, lanches fora de casa, assinaturas de streaming pouco usadas, compras motivadas por promoções e até jogos de aposta podem comprometer parte significativa do orçamento mensal. Identificar esses custos, ajustar a rotina, planejar refeições, usar mais transporte público e avaliar promoções com critério podem contribuir para a redução de despesas, além de trazer saúde financeira e bem-estar para as famílias.
Sobre a Recovery
A Recovery é uma empresa do Grupo Itaú e plataforma especialista em recuperação de crédito no Brasil. Líder de mercado, a companhia possui sob sua gestão mais de R$ 132 bilhões de créditos inadimplidos e, atualmente, mais de 30.7 milhões de clientes com dívidas ativas em sua base. Mais informações em https://www.gruporecovery.com