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Pernambuco, 07 de maio de 2026

Agronegócios

Exportações do Nordeste somam US$ 24,8 bilhões em 2025 e atingem maior nível em três anos

Uvas do Vale do São Francisco e soja na região do Matopiba estão entre os itens mais exportados pelo Nordeste, refletindo a força do agronegócio regional no comércio exterior.

Postado em 02/02/2026 15:03

DIVULAGAÇÃO

 

O Nordeste brasileiro encerrou 2025 com o melhor desempenho nas exportações dos últimos três anos. A região vendeu ao mercado internacional US$ 24,8 bilhões em produtos, o equivalente a 7% de tudo o que o Brasil exportou no período. O resultado indica um avanço em relação a 2024 e aponta para uma redução da dependência externa, com queda no volume de importações.

Segundo dados do Data Nordeste, plataforma pública de informações econômicas da Sudene, enquanto as exportações cresceram, as importações recuaram cerca de 5%, passando de US$ 28,7 bilhões em 2024 para US$ 27,2 bilhões em 2025.

Os produtos de origem vegetal lideraram a pauta exportadora, com US$ 6,9 bilhões em vendas. Em seguida aparecem os produtos minerais (US$ 4,6 bilhões) e os itens das indústrias alimentares (US$ 2,1 bilhões). Uvas do Vale do São Francisco e soja na região do Matopiba estão entre os itens mais exportados pelo Nordeste, refletindo a força do agronegócio regional no comércio exterior.

A China foi o principal destino das exportações nordestinas, com US$ 6,22 bilhões, seguida pelos Estados Unidos (US$ 2,89 bilhões) e Canadá (US$ 2,72 bilhões). Na América do Sul, a Argentina liderou as compras, enquanto, na Europa, os Países Baixos concentraram o maior volume importado.

Entre os estados, a Bahia liderou as exportações, com US$ 11,52 bilhões, seguida por Maranhão (US$ 5,49 bilhões) e Pernambuco (US$ 2,36 bilhões). Ceará, Rio Grande do Norte, Piauí, Alagoas, Sergipe e Paraíba completam a lista.

No sentido oposto, as importações do Nordeste foram puxadas principalmente por produtos minerais, que somaram US$ 10,98 bilhões — quase 40% do total importado. Produtos químicos e máquinas e equipamentos também tiveram peso relevante. Estados Unidos e China lideraram como principais fornecedores externos.

Para o economista José Farias, coordenador-geral de Estudos e Pesquisas da Sudene, o desempenho reforça o papel estratégico do comércio exterior no desenvolvimento regional. Segundo ele, o cenário das importações também ajuda a identificar oportunidades de novos negócios, agregação de valor e geração de emprego e renda.

Os dados fazem parte dos novos painéis de comércio exterior do Data Nordeste, que permitem acompanhar a evolução das exportações e importações desde 2010, com recortes por estado, município, origem e destino dos produtos, ampliando a transparência e o acesso às informações econômicas da região.