
Do Tecido à Madeira: Cadeias Criativas que Fortalecem o Agreste e o Sertão
Renda renascença de Poção e arte em madeira de Sertânia preservam tradição e garantem renda para empreendedores locais.
Postado em 05/05/2026 06:19
Das rendeiras aos escultores, duas cadeias produtivas da economia criativa seguem fortes com o apoio do Sebrae. O trabalho manual que nasce das mãos pernambucanas carrega história, identidade e sustento.
No tecido ou na madeira, a arte do Agreste e do Sertão atravessa gerações e continua movimentando a economia de pequenas comunidades. Em Poção e Sertânia, isso se traduz em renda real para centenas de famílias. O Sebrae Pernambuco atua como parceiro direto desses empreendedores, oferecendo capacitação, orientação e ações que ampliam mercado e fortalecem toda a cadeia, da produção à comercialização.

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RENDA
Em Poção, a renda renascença faz parte da vida da cidade desde os anos 1930, quando a técnica foi trazida por Maria Pastora. O que começou com oito mulheres tornou-se uma cadeia produtiva reconhecida dentro e fora do país.Linha, agulha e lacê são instrumentos de uma prática que exige atenção e precisão. A renda se consolidou como alternativa de sustento, especialmente para mulheres, e impulsionou o empreendedorismo feminino na região. Hoje, além das peças tradicionais, surgem releituras contemporâneas e até quadros feitos com a técnica. A renda renascença não é apenas um ofício. Em Poção, ela é parte da identidade local.
MADEIRA
Em Sertânia, no Sertão do Moxotó, a madeira ganha forma nas mãos de artesãos que trabalham principalmente com umburana e cedro. Mais de 30 profissionais transformam a matéria‑prima da caatinga em esculturas de traços alongados que retratam o cotidiano sertanejo.Esse saber nasceu dentro das famílias da região e conquistou espaço em feiras e eventos como a Fenearte e a CasaCor, além de mercados locais e circuitos culturais.